O presidente eleito, Jair Bolsonaro, em entrevista a emissoras de TV na segunda-feira (29), afirmou que trabalhará para aprovar parte da reforma previdenciária ainda este ano. Bolsonaro havia dito antes da votação de segundo turno que a reforma, como foi apresentada, não passaria no congresso por se tratar de temas polêmicos como a mudança de idade mínima para se aposentar.

O político confirmou que pretende se encontrar com o presidente Michel Temer na semana que vem para discutir mudanças na previdência.

Caso a Câmara aprove a reforma sem alterações, ela será encaminhada para o senado onde precisará ser aprovada também sem alterações. Caso ocorra alguma, ela deverá voltar para a Câmara onde passará por nova votação.

Reforma da previdência

A reforma da previdência apresentada pelo atual Governo de Michel Temer foi discutida por muito tempo estando agora no congresso pronto para ser votada.

Com um impasse a reforma precisará de negociações políticas, para ser aprovada em uma eventual votação no congresso e posteriormente no senado.

Além disso, a intervenção militar no estado do Rio de Janeiro impossibilita qualquer votação do tipo. Para tanto o governo deveria suspender a intervenção sobre a segurança pública do estado, como ordena a Constituição, para dar continuidade as votações.

Para os líderes das bancadas na Câmara é improvável que a reforma da previdência seja votada e aprovada ainda este ano. Por estarem com o calendário apertado, tendo em pauta outras propostas essenciais e pela complexidade que o tema previdência impõe, torna quase impossível para o governo atual dar continuidade a reforma como ela está.

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Jair Bolsonaro Governo

O que mudará com a reforma da previdência

Com a implementação da reforma da previdência original apresentada pelo governo Temer a idade mínima de aposentadoria mudaria para 65 anos, para os homens e 62 para as mulheres. Além disso, o texto como está igualaria a regra para os servidores públicos e privados, entre outras alterações.

A reforma resultaria em uma economia de 500 bilhões em 10 anos. Tirando o desequilíbrio grave das contas públicas, que a previdência representa hoje, com déficit de R$ 202 bilhões para esse ano.

Sendo esperada uma dívida R$ 218 bilhões para o ano 2019.

A reforma da previdência já vinha sendo discutida desde o ano de 2017, quando travou, perdendo o apoio, após escândalos envolvendo o governo do atual presidente Michel Temer e a empresa JBS.

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