Neste sábado (27), o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, acabou divulgando a todos qual a sua opção para o segundo turno das Eleições à Presidência do Brasil. O ex-ministro afirmou que Bolsonaro causa medo nele e que Fernando Haddad, candidato do PT, seria a melhor opção nesse caso. Bolsonaro reagiu através das redes sociais publicando um vídeo em que Joaquim Barbosa cita, durante julgamento do Mensalão, que Bolsonaro foi o único parlamentar que não havia sido comprado pelo esquema de corrupção do PT na época.

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Segundo o vídeo divulgado pelo capitão do Exército, durante o julgamento do Mensalão, em 2012, Barbosa citou as seguintes palavras: "Somente Jair Bolsonaro votou contra" uma lei que teria sido usada para comprar partidos políticos e que foi esquematizada pelo PT.

Nas redes sociais, o capitão reafirma o que o ex-ministro disse, naquela época, que ele não foi comprado pelo PT nesse esquema gigantesco de corrupção que feriu a democracia brasileira e anulou o Poder Legislativo.

Barbosa ficou irritado

O ex-presidente da Corte não gostou de ter o seu nome citado por Bolsonaro e nem mesmo divulgado o vídeo em que ele falou tal detalhe. Diante disso, rebateu dizendo que está sendo alvo de uma manipulação de campanha eleitoral. Até hoje, ele afirmou que não estava ligando muito para o candidato que usava seu nome, mas percebeu que isso virou um tipo de manipulação.

O vídeo em que o candidato do PSL divulgou mostra a aprovação da Lei das Falências, de 2003, como uma forma de compra de votos no Congresso Nacional.

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Segundo Barbosa, líderes de quatro partidos haviam recebido propina do PT para que orientassem seus parlamentares a aprovarem projetos que visem beneficiar o PT. O ex-ministro havia dito na frente de todos os outros colegas de tribunal que apenas Jair Bolsonaro do PTB, votou contra a aprovação dessa lei que seria em prol do esquema fraudulento do PT.

Para se defender da lembrança do candidato do PSL, Joaquim Barbosa afirmou que estava julgando líderes de partidos e Bolsonaro não era líder de nenhum partido.

Por essa razão, ele não fazia parte do processo do Mensalão.

Segundo Barbosa, ele não poderia julgar, exonerar ou absolver Bolsonaro de nada. "É falso, portanto, o que ele vem dizendo por aí", disse o ex-ministro.

Ciro Gomes

Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na campanha ao Planalto, decidiu não se posicionar se votará em Haddad.

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Ele preferiu manter o silêncio e não expôr sua visão neste segundo turno, diferentemente de Joaquim Barbosa.

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