O candidato à Presidência da República e líder das intenções de votos no país, Jair Messias Bolsonaro, do PSL, reagiu com indignação a respeito do desfecho do caso envolvendo uma jovem gaúcha que teria sido marcada com o símbolo da suástica nazista. O presidenciável se manifestou através de sua conta oficial no Twitter. A jovem teria sido marcada pela suástica há aproximadamente duas semanas. Entretanto, de acordo com a conclusão do inquérito aberto pela Polícia Civil do estado do Rio Grande do Sul, o candidato indagou que "chamaram seus apoiadores de nazistas e se isso ficaria assim mesmo".

Pedido de retratação

Jair Bolsonaro escreveu em suas redes sociais que aguarda algum tipo de retratação de todos que associaram o suposto ataque dirigido à jovem gaúcha, como se tivesse sido realizado por apoiadores de sua campanha. O presidenciável afirmou que "os membros de sua campanha esperam uma retratação de todos os que, mesmo com todo o repúdio, de modo irresponsável e ainda, sem provas ou evidências chegaram a associar a eles (apoiadores da campanha), todos os caso relacionados à pichações e 'agressões' de caráter nazista que, a partir de hoje foram revelados como falsos pelas autoridades gaúchas e que foram orquestrados por eleitores dos adversários".

Vale ressaltar que um laudo divulgado pela Polícia Civil do estado do Rio Grande do Sul chegou á conclusão de que a mulher não teria reagido aos cortes feitos, a partir da marcação do símbolo da suástica nazista em seu corpo, porém, a polícia sugeriu, de acordo com as investigações, de que a mesa teria se mutilado ou mesmo, consentido com o ato realizado, numa tentativa de incriminar apoiadores e prejudicar a campanha de Jair Bolsonaro.

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O delegado Paulo César Jardim, que é o titular responsável pelo respectivo caso, a acusação que estaria pesando sobre a jovem marcada com a suástica, é baseada na realização de toda uma perícia e também, em razão de depoimentos fornecidos por parte de lojistas e moradores. Além disso, há também provas relacionadas às imagens de doze câmeras de segurança que fizeram todo o registro da movimentação da jovem na data e hora informada da suposta agressão.

De acordo com a mulher, a mesma teria sido agredida quando caminhava pelas ruas de Porto Alegre, no bairro Cidade Baixa, quando a mesma portava um adesivo LGBT com os dizeres "Ele Não". Na delegacia, a mulher registrou um boletim de ocorrência, reportando a suposta agressão. O caso da suposta agressão repercutiu intensamente nas redes sociais e até mesmo na imprensa brasileira, chegando a ser associado ao caso do mestre de capoeira assassinado na Bahia por um suposto apoiador do candidato Bolsonaro.

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