Na última quinta-feira (18), o jornal Folha de S.Paulo publicou um artigo denunciando a ação de empresários que teriam financiado campanhas anti-PT e a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, principalmente no Whatsapp, por meio da contratação de pacotes de disparo de mensagens em massa. Cada pacote, teria custado a bagatela de R$ 12 milhões e enviaria centenas de milhões de mensagens.

Aqui encontram-se algumas destas informações que beneficiaram a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e que já foram desmentidas publicamente:

1. O "kit gay" distribuído para crianças de 6 anos

O projeto, que na verdade tinha o nome de Escola sem Homofobia, foi formulado pelo Ministério da Educação sob a gestão de Fernando Haddad em 2011, com o apoio de ONG's.

Apelidado de "kit gay" por seus opositores, o programa oferecia formação para que os professores pudessem lidar com casos de direitos LGBT, luta contra a violência e homofobia contra a diversidade de jovens e adolescentes. Porém, o projeto foi vetado ainda no governo de Dilma Rousseff por pressão da bancada evangélica. O livro Aparelho Sexual e Cia., apresentado pelo candidato Jair Bolsonaro no Jornal Nacional sequer fazia parte do programa e jamais foi ofertado.

Na última terça-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral ordenou que fossem deletados vídeos e fotos que informavam sobre a distribuição deste exemplar, pois se tratando de uma notícia falsa, poderia "gerar desinformação e prejudicar o debate político".

2. Autor do atentado contra Jair Bolsonaro aparece em foto com Lula

Depois do infeliz atentado contra a vida de Jair Bolsonaro, em setembro deste ano, começaram a circular notícias de que Adélio Bispo de Oliveira, autor do crime, era filiado ao PT. Segundo o jornal Aos Fatos, não há registros com este nome no site oficial de filiados do TSE.

Além disso, viralizou na Internet uma imagem em que o agressor aparece próximo do ex-presidente Lula em meio a uma multidão em Curitiba, no ano de 2017. Pouco depois, a foto oficial foi publicada, sem o rosto de Adélio, esclarecendo que a primeira imagem não passava de uma montagem.

3. Senhora é agredida por ser eleitora de Bolsonaro

A publicação traz a imagem de uma senhora com o rosto machucado, com os dizeres "Essa senhora foi agredida na rua enquanto gritava o nome de Bolsonaro". Mais tarde, foi descoberto que a imagem trata da já falecida atriz Beatriz Segall. A foto foi tirada em 2013 após Beatriz ter se acidentado e caído na rua.

4. Haddad defende incesto

O post foi feito pelo filósofo de direita Olavo de Carvalho em seu perfil oficial no Facebook. Segundo Olavo, Haddad defende o incesto e o comunismo em seu livro Em defesa do socialismo e trazia a imagem de trechos do suposto livro. Mais tarde, descobriu-se que as páginas fotografadas sequer pertenciam ao livro escrito pelo petista.

O post já foi deletado, porém esta informação ainda é encontrada circulando pelas redes sociais.

5. Haddad pretende legalizar a pedofilia, caso seja eleito

A imagem que viralizou mostra uma criança com a pouca tapada pela mão de um homem, e diz que há um projeto de lei que visa legalizar a pedofilia. A imagem inclui um logotipo da campanha de Haddad.

A foto, na verdade, trata-se de uma menção a um projeto de lei que propõe a redução da idade de consentimento sexual de 14 para 12 anos. Embora seja um assunto polêmico, o nome do petista jamais esteve vinculado a este projeto de lei, visto que ele nunca ocupou um cargo legislativo. A proposta de alteração no Código Penal foi feita pelo senador José Sarney, do PMDB.

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