De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (8) pelos sites Último Segundo (iG), Correio Braziliense e Estado de Minas, os institutos de pesquisa Datafolha e Ibope cometeram grandes erros em algumas de suas previsões publicadas no fim de semana em relação a como os cidadãos brasileiros votariam no primeiro turno das Eleições ocorridas no domingo (7).

Exemplos destes acontecimentos se deram em diferentes Estados da Federação e no Distrito Federal, sendo que, em alguns dos casos, houve uma grande contradição entre pesquisas que foram realizadas com apenas um dia de diferença entre si.

A título de ilustração, no sábado (6) o Ibope apontava que em Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB) liderava a disputa ao cargo de governador com 42% das intenções de voto, seguido por Fernando Pimentel (PT) com 25% e Romeu Zema (Novo), que acumulava 23%. Por outro lado, a pesquisa de boca de urna feita no domingo (7) pelo mesmo instituto já mostravam um cenário completamente diferente, e mais condizente com o resultado das urnas: Anastasia aparecia com apenas 29% dos votos (ele obteve esta mesma porcentagem nas urnas), e Zema passava ao primeiro lugar totalizando 41% – o político chegou ao segundo turno com 42,7%.

Outro exemplo gritante ainda em território mineiro ocorreu em relação aos candidatos ao senado: também no sábado, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) era apontada como a líder nas pesquisas tanto pelo Datafolha (que indicava que ela possuía 20% de preferência entre o eleitorado) quanto pelo Ibope (que registrava a petista com 27%). No entanto, Dilma ficou apenas no quarto lugar com 15% dos votos, atrás de Carlos Viana (PHS), Rodrigo Pacheco (Democratas) e Dinis Pinheiro (Solidariedade).

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Eleições

Mais alguns erros de pesquisas

Em São Paulo, pesquisas indicavam que Paulo Skaf (MDB) disputaria o cargo de governador no segundo turno, mas ele acabou sendo superado por Márcio França (PSB), que enfrentará João Doria (PSDB).

No Distrito Federal, o Ibope acertou que Ibaneis Rocha (MDB) iria para o segundo turno, errando a sua previsão por apenas 1% de diferença em relação à apuração (43% contra 42%), mas errou quem seria o segundo colocado: as sondagens mostravam que Eliana Pedrosa (PROS) tinha 14% de preferência do eleitorado, mas ela obteve apenas metade desta porcentagem e foi superada por Rodrigo Rollemberg (PSB), que obteve 13,9% dos votos.

Até mesmo os levantamentos para o cargo de presidente se mostraram errôneos: ainda no sábado (6), o Ibope conferia 36% dos votos válidos a Jair Bolsonaro (PSL), e Fernando Haddad (PT) aparecia com 22% – ao passo que o Datafolha registrava 40% para o militar reformado e 25% para o petista. Nas urnas, a realidade foi bem diferente: Bolsonaro conseguiu angariar 46,03% do eleitorado, e Haddad conseguiu 29,28%.

Contudo, foi no Rio de Janeiro que se verificou a discordância mais gritante entre as pesquisas e realidade. O vencedor do primeiro turno, Wilson Witzel (PSC), conseguiu 41,3% dos votos, mas segundo o Ibope ele tinha 12% dos votos válidos, e o Datafolha indicava o mesmo candidato com 11% – ambos os institutos apontavam que Eduardo Paes (DEM) era o líder na corrida ao governo fluminense.

Bertha Makaaroun, jornalista e doutora em Ciências Políticas, disse ao "Correio Braziliense" que estas discrepâncias se devem ao que ela chama de "volatilidade de comportamento" do eleitor.

Segundo a especialista, quando uma coleta de dados feita pelos institutos de pesquisa termina, retrata apenas aquele momento no tempo, e como este processo é lento, acaba por não conseguir acompanhar a velocidade com que informações – tanto falsas quanto verdadeiras – são propagadas atualmente, o que acaba gerando divergências entre as previsões das sondagens e os resultados verificados em um instante posterior.

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