Nesta última terça-feira (16), o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro foi elogiado pelo ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini. Representando a extrema-direita italiana, o ministro mostrou apreço pelo candidato do PSL e enfatizou que o momento é da derrota da esquerda. Além do mais, apontou que o Brasil também mudará de posição, assim como outros países da Europa.

No entanto, Jair Bolsonaro, ao agradecer o apoio vindo do italiano, enfatizou um "presente" que irá entregar ao país europeu caso ganhe as Eleições presidenciais.

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Bolsonaro disse que, se ganhar, irá extraditar "imediatamente" Cesare Battisti que está no Brasil devido à decisão dada por Lula, em 2010. Battisti é acusado de ser o autor de 4 assassinatos em 1970, na Itália, porém conseguiu refúgio no Brasil graças ao governo do PT.

Em postagem na rede social, Bolsonaro enfatizou o caso e tratou Battisti como um terrorista refugiado no Brasil, por conta disso avaliou que o condenado irá voltar para sua terra caso vença as eleições.

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Veja a seguir a postagem de Bolsonaro:

Defesa de Battisti respondeu ao comentário de Bolsonaro

A defesa de Cesare Battisti reagiu aos comentários de Bolsonaro.

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Jair Bolsonaro Eleições

O advogado Igor Tamasauskas disse que Bolsonaro deve respeitar o Judiciário, e que não poderia ter uma reação "imediata" na forma como falou.

Tamasauskas disse que há de se esperar uma decisão final do Judiciário, não podendo ocorrer uma decisão abrupta.

Condenado

Em outubro do ano passado Cesare Battisti foi pego pela Polícia Federal na fronteira com a Bolívia. Na ocasião, ele estava com R$ 23,5 mil.

No entanto, logo após ser preso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, barrou uma possível extradição para a Itália, respeitando a decisão proferida por Lula em 2010. No momento, Battisti aguarda o julgamento do mérito.

Battisti fazia parte da milícia da extrema-esquerda italiana. No ano passado, o ministro da Justiça Torquato Jardim disse que os italianos "não perdoam" o Brasil por manter Battisti no país.

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Durante a troca de governo, a Itália aproveitou a situação para pedir a reabertura do caso, que então seria reanalisado no governo de Temer. No entanto, a decisão de Fux pode ter abalado os ânimos dos italianos, que ainda não obtiveram a resposta que gostariam do governo brasileiro.

Bolsonaro relembrou o caso e mostra convicção com a extrema-direita italiana.

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