Em toda a eleição, a Justiça Eleitoral busca implantar medidas para conter os gastos excessivos de partidos nas campanhas, e, assim, evitar abuso. No entanto, a campanha eleitoral para presidente deste ano mostrou que nem sempre ter muito dinheiro é sinônimo de sucesso nas urnas.

O exemplo mais claro disso fica por conta do Cabo Daciolo, uma das grandes figuras do pleito presidencial em 2018. O candidato do Patriota declarou à Justiça eleitoral 808 reais de gastos e obteve 1.348.229 de votos, o que representa 1,26% dos válidos.

Na contramão, aparece o bancário Henrique Meirelles, que investiu mais de 54 milhões em sua candidatura, e obteve 1.288.941 votos, ficando com 1,2% dos votos válidos.

Glória a Deus

Daciolo, que é deputado federal, ficou conhecido pelo bordão “Gloria a Deus” e por várias falas religiosas nos debates em que participou, o que rendeu vários memes na internet e contribuiu para sua popularidade. Diferente de outros candidatos, suas aparições públicas foram raras e parte da campanha ele passou “em jejum e oração” no alto de um monte no estado do Rio de Janeiro.

Nos debates em que esteve, não poupou críticas aos adversários, sobretudo a Fernando Haddad e Geraldo Alckmin. Em um desses debates, ele insinuou que Ciro Gomes tinha relação com a URSAL, sigla que ele diz significar “União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas”. O fato também gerou uma série de memes e piadas na internet.

Candidato independente

Apesar de pertencer ao MDB, partido do atual presidente Michel Temer, e dispor de um dos maiores tempos no horário eleitoral gratuito, Henrique Meirelles sempre se apresentou como candidato independente, e, raramente, associou seu nome ao de Temer.

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Eleições

Quando confrontado nos debates sobre já ter sido ministro nos governos de Lula e Dilma, o bancário se defendia dizendo que era o candidato que fazia parte de sua história. “Sou um candidato independente, porque eu não devo nada a ninguém”, falava.

Em todas as pesquisas de intenção do voto, Meirelles jamais ultrapassou a barreira dos 3%, mesmo assim após o último debate, promovido pela TV Globo, na quinta-feira (4), ele afirmou que o percentual de seus eleitores estava subindo, fato que não se materializou e ele também acabou ficando atrás do surpreendente e quase desconhecido João Amoedo (Novo), que foi o quinto colocado, com 2,5% dos votos, tendo mais da metade da votação de Geraldo Alckmin, que mesmo sendo ex-governador do maior estado brasileiro, teve 4,76% dos votos.

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