Horas depois de confirmado que haverá segundo turno para as Eleições presidenciais, o candidato a governador de São Paulo, e que também está no segundo turno, João Doria, anunciou que irá apoiar Jair Bolsonaro, contrariando seu partido, o PSDB, que só tomará uma posição nesta terça-feira (9).

No entanto, o inesperado apoio não deve ser muito bem recebido pela cúpula do PSL, partido de Bolsonaro. Em um vídeo que circula nas redes sociais, postado final do mês de setembro, Major Olímpio, presidente da legenda em São Paulo e então candidato a senador pelo estado, rechaçou qualquer possibilidade de aliança entre s partidos, mesmo na esfera estadual.

“Eu sou presidente do PSL em São Paulo, partido do Jair Bolsonaro e me causa indignação ver o candidato João Doria propondo e divulgando voto Bolsodoria”, disse o senador eleito, segundo o qual o tucano deu entrevistas atacando o presidenciável e afirmando que não aceitaria fazer qualquer acordo com ele. De acordo com o Major, após o candidato do PSDB fracassar, "Doria quer se livrar do Alckmin pedindo para votar no Bolsonaro e nele”.

O senador eleito afirmou que o PSBD destruiu a segurança pública de São Paulo e ainda citou desvios de dinheiro, como no metrô e na CPTM. “Um pouco de vergonha na cara não faz mal para ninguém”, continuou o Major antes de dizer que quem vota no Bolsonaro não vota no PSDB em qualquer circunstância.

Na época em que o vídeo foi feito, já existia uma desconfiança de Doria, mesmo sendo do mesmo partido que Alckmin, dava a entender que estaria apoiando o candidato do PSL. Além disso, o termo “Bolsodoria”, citado por Olímpio na época da gravação do vídeo, foi usado por Doria em sua postagem no domingo a noite.

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Jair Bolsonaro Eleições

Tucanos vão decidir na terça-feira

Apesar de Doria já ter se adiantado no domingo, a cúpula do PSDB só ira definir qual candidato apoiar, se é que apoiará algum, após uma reunião marcada para esta terça-feira.

O clima entre Doria e os tucanos já não é dos mais calmos. Além de fazer poucas referencias a Geraldo Alckmin na propaganda eleitoral, o ex-prefeito de São Paulo causou outros constrangimentos.

O último deles na sexta-feira (5), quando deixou de ir a um evento do presidenciável e sua ausência só foi comunicada 30 minutos após o horário que o ato de campanha estava marcado.

A justificativa foi que ele ficou preso em Sorocaba devido às más condições meteorológicas, que impediram seu voo de decolar. No entanto, ele cumpriu normalmente sua agenda que tinha marcada para Campinas.

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