O filho de Jair Bolsonaro se viu envolvido em uma grande polêmica, após começar a circular um vídeo nas redes sociais em que ele afirma que, no caso de impugnação da candidatura do pai, o STF 'terá que pagar para ver'. Eduardo Bolsonaro, parlamentar que conseguiu a maior votação nestas eleições, disse que para fechar o STF, basta enviar um soldado e também um cabo.

Ele fez essa declaração durante uma palestra realizada antes mesmo do primeiro turno, mas só nesse fim de semana é que o vídeo ganhou repercussão.

Confira abaixo a declaração que vem gerando tanta polêmica.

Quando lhe perguntaram se havia a possibilidade do Supremo Tribunal Federal impedir que seu pai assumisse o cargo de presidente do Brasil, caso ganhasse as eleições e ainda se o exército poderia ser acionado, Eduardo Bolsonaro explicou que seria um estado de exceção e completou: "Será ele contra nós". Eduardo Bolsonaro ainda disse que se prender um ministro do STF, nem haveria uma manifestação popular.

Neste último domingo (21), o filho de Jair Bolsonaro usou as redes sociais para comentar a respeito do vídeo e disse que ele estava apenas respondendo a uma hipótese, que chamou de 'esdrúxula' e que nunca acreditou em tal possibilidade. Ele admitiu que foi infeliz na colocação e se desculpou, caso tenha ''atingido alguém'.

Ministros do STF reagem

Após a divulgação do polêmico vídeo de Eduardo Bolsonaro, três ministros do Supremo Tribunal Federal disseram que a declaração do deputado é extremamente grave e um deles fez questão de ressaltar que nem a ditadura tentou fechar o STF.

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O presidente do Supremo, Dias Toffoli, por estar em um congresso em Veneza, não se pronunciou ainda.

Marco Aurélio Mello preferiu fazer uma declaração mais branda, mas Celso de Mello foi duro e classificou a afirmação feita pelo filho de Jair Bolsonaro como 'inconsequente e golpista'. O ministro ainda disse que o fato do deputado ter obtido uma votação recorde, não lhe dá o direito de dar 'investidas contra a ordem político-jurídica'.

Celso de Mello ainda destacou que a declaração dada pelo deputado mostra que ele é um parlamentar irresponsável e que é preciso respeitar a Constituição e todas as leis da República, além dos direitos básicos de todos os cidadãos.

Um outro ministro, que preferiu não se identificar, informou ao Globo que considera tal declaração como uma 'mistura de autoritarismo com desespero', pois durante a ditadura, em 1969, três ministros chegaram a ser cassados, mas nem isso foi suficiente para fechar o STF.

Outro ministro se mostrou preocupado com o risco de eleger um populista de direita, mas garantiu que o Supremo jamais faltará à nacionalidade. Também sem, um ministro chamou a atenção para o fato de que o Brasil está vivendo um momento de muito tumulto e que a declaração de Eduardo Bolsonaro é grave porque ele chegou a dizer que no STF esse assunto estaria sendo debatido.

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