A equipe que está responsável pelo programa de governo do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, pretende implantar a cobrança de mensalidades nas universidades federais para aqueles alunos que são de família com maior renda. De acordo com a proposta, a intenção é formar um fundo com esse dinheiro de forma que poderia ajudar a financiar vagas para os estudantes que são pobres.

Praticamente toda equipe do presidenciável é a favor dessa ideia, porém, a recomendação é para que ninguém fique comentando a respeito, pois isso poderia gerar uma polêmica e até mesmo prejudicar o candidato nesta reta final.

Para muitos integrantes da equipe de Bolsonaro, essa medida já é dada como certa e eles alegam que boa parte das vagas ocupadas nas universidades federais são ocupadas por alunos que estudaram em escolas particulares, ou seja, são de famílias com boa renda financeira e por isso poderiam assumir a mensalidade sem problema algum.

Medida esbarra na Constituição

Para implantar este projeto, entretanto, a equipe de Jair Bolsonaro teria um grande problema, pois a Constituição garante o ensino público gratuito, ou seja, a cobrança de mensalidades hoje seria uma prática ilegal.

Seria preciso aprovar um PEC - Projeto de Emenda Constitucional, mas para isso é preciso conseguir votos favoráveis de três quintos dos parlamentares, mas isso só depois de duas discussões na Câmara e no Senado.

Especialistas explicam que esse tema é complexo e inconstitucional. Hoje o Brasil gasta três vezes mais com o ensino superior do que com o ensino básico. Segundo o Ministério da Educação, enquanto se gasta R$ 5.900 por ano com aluno no ensino básico, gasta-se R$ 21.000 anuais com os alunos do ensino superior.

Jair Bolsonaro critica a violência no Brasil

Na manhã desta segunda-feira (22), o candidato do PSL à presidência não teve nenhum compromisso na parte da manhã e ficou em casa conversando com seus eleitores pelas redes sociais.

O presidenciável disse que a violência no país passou da linha do absurdo e que quanto mais recuar, mais os criminosos irão avançar, então ele defendeu o que chama de 'cultura de defesa dos direitos humanos'.

Ainda em casa, o presidenciável recebeu a visita do jurista Ives Grandra e também do senador Magno Malta. Bolsonaro revelou neste último final de semana que, caso venha a ser eleito, Marcos Pontes, o astronauta brasileiro, será o novo ministro da Ciência e Tecnologia.

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