Adversário histórico do PT nas seis últimas Eleições presidenciais, o PSDB pela primeira vez desde 2002 ficou fora da disputa do segundo turno nas eleições presidenciais, em 1994 e 1998 Fernando Henrique Cardoso foi eleito em primeiro turno, e mesmo com Geraldo Alckmin tendo o pior desempenho de um candidato tucano na história, seu apoio foi cobiçado pelo PT.

No entanto, apesar de João Doria, logo após a confirmação de que haveria segundo turno na eleição presidencial, ainda no dia 7 de outubro, já ter declarado publicamente seu apoio a Jair Bolsonaro, apoio este engrossado pela vice de Geraldo Alckmin nesta eleição, a senadora Ana Amélia, a cúpula tucana optou pela neutralidade o que fez Fernando Haddad declarar que não recebeu apoio do partido por culpa de ex-prefeito de São Paulo.

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“Mudou a cara do PSDB" e está “puxando o partido inteiro para a extrema-direita” disse o petista em sabatina concedida à TV Bahia, nesta sexta-feira (26), antevéspera da eleição. O presidenciável do Partido dos Trabalhadores acusou Doria de ter pressionado os dirigentes do PSDB a não darem apoio à sua candidatura e ainda disse que o discurso do empresário “lembra muito mais o da velha direita paulista do que o do PSDB”. O petista ainda pediu que tucanos que tenham referência ao ex-governador Mário Covas considerem apoiá-lo.

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Na última pesquisa eleitoral, divulgada pelo instituto Datafolha, Bolsonaro aparece na liderança com 56% dos votos válidos. Haddad tem 44% da preferência do eleitorado.

Quem apoia quem em São Paulo

A posição de João Dória tem bagunçado o cenário eleitoral no estado de São Paulo. Se o tucano não mede esforços para se associar ao líder nas pesquisas eleitorais para presidente, a cúpula do PSL no estado já repudiou publicamente o apoio do tucano o senador eleito Major Olímpio e ainda manifestou apoio pessoal a candidatura de Márcio França, adversário de Doria no segundo turno em São Paulo.

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Eleições

A posição oficial do partido é de neutralidade na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.

“Eu não estou apoiando. Eu disse que vou votar no Márcio França”, disse Olímpio na semana passada ao jornal Estado de São Paulo. Foi ele, que teria articulado, para que um encontro entre Doria e Bolsonaro não acontecesse no Rio de Janeiro.

Para Olímpio, tanto Doria quanto França são de esquerda, porém o PSDB é apontado por ele como responsável direto ou indireto na ação ou omissão da morte de policiais.

“E eu só disse que não alimento meu carrasco”, disse o Major se referindo aos 24 anos de governo do PSDB no estado.

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