O general da reserva Fernando Azevedo e Silva, indicado pelo comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas, a participar da assessoria do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, teria sido o responsável em aconselhar o ministro a soltar uma declaração de repúdio à fala de Eduardo Bolsonaro, filho do candidato do PSL na disputa ao Planalto, Jair Bolsonaro.

O deputado federal Eduardo havia dito, em um vídeo, que "bastava um soldado e um cabo" para fechar o STF.

Publicidade
Publicidade

Essas declarações acabaram sendo mal-vistas pelos ministros da Corte que decidiram reagir. Entretanto, Dias Toffoli estava pensando em manter o silêncio sobre esse fato.

Azevedo e Silva decidiu orientá-lo para que ele solte uma nota de repúdio como um tipo de defesa ao STF. Na segunda-feira (22), o presidente da Corte acabou atendendo o conselho do general e, mesmo sem citar o filho do capitão, afirmou que "atacar o Judiciário, é atacar a democracia".

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Jair Bolsonaro Governo

Na concepção do general assessor de Toffoli, é importante o Supremo marcar posição diante de comentários desse tipo. Como as declarações não fazem parte do pensamento da cúpula militar, é necessário que seja retratado o seu repúdio em nota pública, disse o oficial.

Por meio de uma carta endereçada ao ministro Celso de Mello, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, pediu desculpas pela atitude do seu filho. Ele enalteceu o prestígio que tem pela Corte e afirmou que seu filho foi desautorizado a fazer qualquer tipo de declaração desse tipo.

Publicidade

General Girão Monteiro

Um outro general que também acabou desabafando foi Girão Monteiro, eleito deputado federal pelo PSL do Rio Grande do Norte. O general defendeu que ministros da Corte, que tivessem decisões favoráveis a corruptos, fossem alvos de impeachment e, se necessário, até mesmo de prisão.

Azevedo e Silva não gostou do comentário de Girão, que foi colega dele na Academia Militar das Agulhas Negras. Eles já não possuem contato há um bom tempo.

Coronel Carlos Alves

Na última terça-feira (23), veio à tona um outro vídeo onde o coronel da reserva, Carlos Alves, faz duras criticas à ministra e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber. Ele não gostou que ela marcasse uma reunião com partidos políticos para supostas investigações sobre a compra de pacotes de WhatsApp por empresários que teriam como objetivo difamar o PT. A notícia foi veiculada pela Folha de SP e Jair Bolsonaro se posicionou contra qualquer irregularidade.

Publicidade

Ele ainda avisou que processará os responsáveis de acusá-lo dele ter participação nisso.

A presença de Azevedo e Silva junto com Toffoli seria uma estratégia para manter uma ponte entre o STF e cúpula militar.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo