O general Elieser Girão Monteiro Filho, que foi eleito deputado pelo PSL, partido do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, defendeu a prisão e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que ajudaram presos corruptos a saírem da cadeia através de decisões na Corte. Ele citou como exemplo a liberdade do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT), e dos ex-governadores do Paraná Beto Richa (PSDB) e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Para o general, o impeachment seria uma forma de moralizar as instituições da República.

De acordo com ele, não deveria existir conversa com quem se vendeu ao mecanismo. Através do seu Twitter, Girão utilizou a série da Lava Jato na Netflix para expôr o seu pensamento sobre o STF. "Destituição e prisão", escreveu.

O jornal O Estado de S. Paulo questionou o deputado sobre as suas afirmações e ele confirmou tudo o que disse.

Ele defende que o Senado tome medidas duras em relação aos pedidos de impeachment contra ministros da Corte. Segundo o general, o Senado tem que cumprir o seu papel e aprovar um possível afastamento desses ministros que trabalham supostamente beneficiando os corruptos.

Girão teve 86 mil votos no Rio Grande do Norte e é um dos defensores da campanha de Jair Bolsonaro. Ele é muito próximo do general Augusto Heleno Pereira, que quase se tornou o vice da chapa do ex-capitão.

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Jair Bolsonaro Governo

Girão também deixou uma indireta para o presidente Michel Temer (MDB). Ele não concorda que um presidente seja punido apenas após deixar a Presidência, isso deveria ser feito desde quando se descobriu algum crime.

Gilmar Mendes

O general citou algumas das decisões do ministro Gilmar Mendes que, de acordo com ele, não deveriam ocorrer. Os ex-governadores tucanos citados acima não deveriam ser soltos na concepção de Girão.

Eles foram libertos por decisão de Mendes.

Para o general eleito, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também deveria sair da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e ir para um presídio comum.

Sem-terra

Em relação aos Movimentos dos Trabalhadores Sem-Terra, Girão defende que todas as invasões cometidas por eles devem ser tratadas como "terrorismo".

Ele lembrou que o líder do MST, João Pedro Stédille, foi recebido por Lula no Planalto e advogou a desobediência civil, entretanto, se fosse ele no lugar de Lula, mandaria prender ele.

Girão quer que no Brasil as Leis sejam cumpridas por todos e a "moralização", segundo ele, deve começar no Congresso.

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