O candidato à vice-presidência da República na chapa do capitão da reserva Jair Messias Bolsonaro, general do Exército brasileiro Antônio Hamilton Mourão, resolveu se manifestar após divulgação de uma fala em vídeo de um dos filhos do presidenciável Eduardo Bolsonaro. De acordo com a manifestação de Eduardo Bolsonaro, bastaria um "cabo e um soldado para o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF)". As palavras de Eduardo Bolsonaro proferidas durante discurso numa instituição de ensino, acabaram resultando em reações indignadas por parte de ministros da Suprema Corte brasileira.

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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e membro integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, também se manifestou em relação ao episódio protagonizado por um dos filhos do capitão da reserva e presidenciável Jair Bolsonaro. Rosa weber afirmou que a magistratura brasileira se mantém firmemente. Segundo a ministra, "no Brasil, as instituições estariam funcionando normalmente e que juiz algum no país, juízes todos no Brasil que honram suas togas, se deixariam abalar por qualquer manifestação que eventualmente pudesse ser compreendida como conteúdo inadequado".

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Outro ministro da Suprema Corte, Marco Aurélio Mello, afirmou que o Brasil estaria atravessando, na verdade, "tempos sombrios", em alusão a um suposto autoritarismo.

General Mourão ameniza declaração de Eduardo Bolsonaro

O general Antônio Mourão, vice de Jair Bolsonaro, comentou sobre as declarações de Eduardo. Segundo o general da reserva, a declaração de Eduardo Bolsonaro seria muito ruim, mas a classificou como "arroubo juvenil" e salientou que a afirmação de que a hipótese de se fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo Bolsonaro "não existe".

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Mourão foi ainda mais longe, ao questionar que "como é que se fecharia o Supremo Tribunal Federal (STF), se precisaria das Forças Armadas que jamais apoiariam isso, já que o risco seria zero", concluiu o militar.

Entretanto, o general Mourão criticou a repercussão dada ao caso, ao comparar com o que havia dito o deputado petista Wadih Damous, ao comentar sobre fechar o Supremo, logo no início do ano, por conta da prisão do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O general Mourão ressaltou que "quando o deputado petista supra-citado havia proposto o fechamento do Supremo Tribunal Federal, nem Fernando Henrique Cardoso, nem a imprensa haviam se escandalizado ou mesmo o chamado de fascista".

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