A deputada federal eleita e presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quarta-feira (17), em conversa com imprensa, que seu partido subestimou o poder do WhatsApp. Além de apontar o despreparo do próprio PT frente à disputa contra o presidenciável Jair Bolsonaro, a ex-senadora rendeu elogios à campanha do militar reformado por conta do uso do mensageiro instantâneo. Relembrando a campanha de Donald Trump nos Estados Unidos a ex-senadora paranaense disse que o "radar" já estava ligado, no entanto nessa questão, a petista apontou o erro do partido.

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Em um momento anterior da conversa com a imprensa, a presidente do PT apontou uma boa disputa nas mídias sociais em geral, observando o sucesso, apesar do despreparo frente à campanha via WhatsApp.

Para Gleisi Hoffmann, Lula é 'líder popular nato' e Bolsonaro é 'construtor'

À imprensa, a presidente do PT fez um paralelo entre o presidenciável Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula. Para ela, a diferença entre os dois fica por conta do tipo de campanha de cada um.

O tipo de campanha de Bolsonaro, segundo ela, é organizada, orquestrada e construída. Já a de Lula é a de liderança popular.

Gleisi admite fraqueza de Haddad e mostra preocupação com o Congresso e com Lula

Mesmo com a fraqueza de Haddad na questão do WhatsApp, a deputada ainda aparenta acreditar na possibilidade de vitória do candidato petista, dado o tom de seu discurso. Não obstante, a ex-senadora mostrou preocupação com o Congresso Nacional devido à presença dos mais conservadores. Para Gleisi, os progressistas terão que se unir, para assim formar uma resistência.

Gleisi também demonstrou preocupação com Luiz Inácio Lula da Silva, preso no âmbito da megaoperação policial Lava Jato da PF (Polícia Federal) no caso do triplex no Guarujá em São Paulo, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Hoffmann denotou que quanto mais força os conservadores tiverem no Congresso Nacional, mais difícil será libertar o ex-presidente da prisão.

Refutando qualquer culpa de Haddad no que diz respeito ao episódio do irmão de Ciro, Cid Gomes, a petista enalteceu a chegada do 2º turno na disputa eleitoral, apontando articulações políticas. A polêmica levantada ficou por conta de Cid Gomes que, por sua vez, criticou o Partido dos Trabalhadores pelo mesmo não ter reconhecido seus erros.

Segundo informações do UOL, em dada época, o PT retirou candidaturas para favorecer os socialistas, em troca os mesmos não apoiariam uma eventual candidatura de Ciro à Presidência.

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