O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou nesta semana uma entrevista do ex-presidente Lula, preso por corrupção e lavagem de dinheiro, à Folha de S.Paulo. No entanto, a decisão de Lewandowski fez com que o ministro Luiz Fux entrasse com outro pedido, desautorizando a entrevista.

O caso trouxe um clima tenso ao STF. O presidente da Corte, Dias Toffoli, teve que intervir e posicionou-se, nesta segunda-feira (1º), em manter a decisão de Fux, cancelando a entrevista do condenado.

A guerra de decisões teve o seguinte procedimento: Lewandowski acatou pedido da Folha de S.Paulo e autorizou a entrevista de Lula. Em seguida, Fux cassou a decisão do ministro, negando o ato. No entanto, a Folha de S.Paulo realizou outro pedido para que Lewandowski cumprisse com a decisão; o ministrou acatou. Com isso, Dias Toffoli se posicionou mantendo o entendimento de Fux sobre o caso.

Segundo informações do Painel da Folha, a maioria dos membros do STF concordam com a decisão de Luiz Fux, porém, estariam admitindo que Toffoli usou de meio irregular ao barrar a decisão de Lewandowski.

O caso ainda foi além. Lewandowski, segundo informações da Época, teria ameaçado denunciar desvio de poder na Corte, atingindo Dias Toffoli. Praticamente às vésperas das eleições, a Suprema Corte mostra-se apreensiva.

Ainda com informações do Painel da Folha, o plano de Dias Toffoli ao assumir a presidência da Corte não estaria dando certo. Toffoli tinha enfatizado que buscaria conciliação, porém, se vê no meio de uma guerra de decisões.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Lula

Durante a quarta decisão sobre o caso, Toffoli enfatizou que o assunto poderia ser tratado no Plenário da Corte, ou então após o segundo turno eleitoral. No entanto, Lewandowski avisou que iria renovar a autorização, em tom pouco ameno, segundo a Folha.

Vésperas de eleições com clima tenso

Na última semana que precede as eleições, o impacto da decisão de Lewandowski na Corte, a liderança de Jair Bolsonaro nas pesquisas e a revelação do primeiro termo da delação premiada de Antonio Palocci mexem com os ânimos de magistrados, políticos e da população brasileira.

Nesta última segunda, o juiz Sergio Moro tornou público uma parte da delação do ex-ministro do PT, na qual apontava que a campanha eleitoral de reeleição de Dilma Rousseff teria custado cerca de R$ 800 milhões.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo