O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, e o PDT, partido do candidato derrotado Ciro Gomes, alegaram que irão entrar na Justiça pedindo a punição do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e a impugnação de sua chapa devido a informações divulgadas em uma reportagem publicada nesta quinta-feira (18) pela Folha de S.Paulo. A notícia revela a ação de empresários que teriam financiado campanhas anti-PT e a disseminação das chamadas fake news em redes sociais.

Segundo o jornal, as empresas --que também terão punições apuradas-- contrataram pacotes de disparo de mensagens em massa no WhatsApp e estão disseminando notícias falsas contra o partido opositor. Cada pacote custaria cerca de R$ 12 milhões e enviaria centenas de milhões de mensagens. A prática de doação de campanha por empresas é proibida pela legislação eleitoral.

Para o presidenciável pelo PT [VÍDEO], a ação se encaixa como crime de organização criminosa, caixa 2, calúnia, lavagem de dinheiro e difamação.

Para ele, independente dos resultados das eleições, os responsáveis pelo crime eleitoral deverão ser investigados. O petista afirma também que cobrará de Jair Bolsonaro uma reparação pública sobre as notícias mentirosas feitas contra ele durante sua campanha eleitoral.

Carlos Lupi, atual presidente do PDT, disse que também entrará com recursos contra o candidato, porém os argumentos ainda estão sendo formulados pelos advogados da legenda. O pedido deverá ser feito ao Tribunal Superior Eleitoral.

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Jair Bolsonaro Corrupção

Impugnação é possível

Especialistas entrevistados pela agência Reuters concordam que, se forem confirmadas as acusações, mesmo que o candidato do PSL não tivesse conhecimento sobre o financiamento destas ações, a impugnação é possível. A chapa de Bolsonaro pode ser acusada de abuso de poder econômico e omissão de doações. Para eles, em tese, mesmo que os empresários tenham financiado os disparos por livre e espontânea vontade, ainda é possível a configuração da ação como crime eleitoral, visto que essa tem potencial para alterar os resultados das eleições.

Para Francisco Emerenciano, advogado especialista em legislação eleitoral, o caso ainda pode se configurar como crime de omissão de despesas, também conhecido como caixa 2.

Bolsonaro alega inocência e diz não ter controle sobre a situação

Em resposta à reportagem da Folha de S. Paulo, Bolsonaro respondeu: "Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso."

Além disso, o candidato se manifestou em seu perfil no Twitter.

Veja:

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