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Fernando Haddad é candidato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e nesta quarta-feira (17) afirmou que a Operação Lava Jato tem contribuído significativamente para a realização da justiça no país.

Mas ao dar sua opinião sobre a decisão do juiz Sergio Moro em relação a condenação de 9 anos de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da silva, Haddad afirmou que houve equívocos, em suas palavras "tem um erro que vai ser corrigido pelos tribunais superiores, porque ele [Moro] não apresentou provas contra o presidente".

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, por corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com Haddad, Moro fez um "bom trabalho", porém soltar os empresários envolvidos foi uma decisão precoce, em especial, de ter "liberado dinheiro roubado para esses empresários usufruírem a vida", emendou o presidenciável.

O partido dos trabalhadores e seus seguidores continuam a defender Lula, [VIDEO] para Haddad, a campanha de segundo turno significa a "ampliação" e a certeza de que "os erros precisam ser corrigidos". Esses erros estão relacionados há falhas do passado.

Em relação a essas falhas descobertas pela Operação Lava Jato sobre membros do PT, o candidato afirma que "todo brasileiro tem o direito de recorrer de uma decisão que considera injusta” e que “ao final do processo aqueles que forem condenados vão ter que pagar pelos erros cometidos".

Nesse sentido, o candidato do PT, Fernando Haddad [VIDEO], considera que possam ter ocorrido erros no governo do partido e afirmou: "Eu acho correto que a gente reconheça erros", disse em entrevista exclusiva ao SBT.

Sem dar detalhes o candidato acrescentou que houve erros, no governo de Dilma Rousseff, em relação à desoneração de impostos das empresas e garantiu: "Irei eliminar as desonerações das empresas".

O candidato, nos últimos dias, tem usado a cor verde e amarela, além de se afastar da imagem de Lula [VIDEO] e salienta: "A gente muda um pouco no segundo turno.". Essa atitude mostra que Haddad tem procurado se afastar dos escândalos que nos dias atuais representa o vermelho do PT. Com essa decisão o presidenciável mostra o interesse pela mudança que tantos brasileiros buscam.

O candidato confirmou que busca apoio político e que conversou, inclusive, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, porém alguns dos integrantes do PSDB não têm se manifestado sobre o segundo turno, e isso tem deixado FHC numa situação delicada.