Na segunda-feira (8), Fernando Haddad, candidato à presidência da república pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi novamente à Curitiba para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e aproveitou a ocasião para propor a Jair Bolsonaro a assinatura daquilo que chamou de "carta de compromisso" contra ataques e propagação de notícias falsas, as famosas "fake news", em redes sociais.

Segundo o petista, "é uma tarefa difícil se defender do bombardeio de mentiras" que ele estaria sofrendo principalmente através do aplicativo WhatsApp, e como forma de sanar este quadro, Haddad fez um apelo à Justiça Eleitoral para que haja celeridade do órgão no combate à divulgação de notícias mentirosas pela internet.

O presidenciável revelou ainda que pretendia "estabelecer um protocolo ético" em relação ao tipo de abordagem que sua campanha presidencial faria neste segundo turno das Eleições, o qual se traduziria em uma "carta de compromisso contra a calúnia e a difamação anônima". Haddad afirmou que "faria esforço" para que Jair Bolsonaro assinasse o documento, mas ao invés de receber uma resposta afirmativa, acabou sofrendo duras críticas por parte do candidato do Partido Social Liberal (PSL).

Resposta dura a Haddad

Através de seu perfil oficial no Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que Fernando Haddad havia lhe pedido para assinar a referida "carta de compromisso contra mentiras na internet" ao mesmo tempo em que inventava que ele pretendia aumentar o imposto de renda para os pobres, e enfatizou que, desde o início de sua campanha, deixou claro que pretende, nesta área específica de seu plano de governo, isentar as pessoas que ganham até R$ 5.000 de salário mensal.

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Jair Bolsonaro Eleições

Além disso, o capitão reformado do Exército aproveitou a postagem para escrever que o PT "quer roubar até essa proposta" dele, e classificou o seu adversário político como "pau mandado de corrupto" e "canalha".

Nesta terça-feira (9), Jair Bolsonaro voltou a usar o Twitter para tecer mais críticas a Haddad, e isso aconteceu depois que o petista publicou em seu perfil na mesma rede social uma tabela onde alegava, entre outras coisas, que o presidenciável do PSL era contra benefícios como o 13º salário, a licença maternidade e o programa Bolsa Família.

Por causa desta publicação, Bolsonaro voltou a se referir ao petista como um "canalha", e afirmou que "não trabalha a serviço de um corrupto preso, nem faz parte da quadrilha que assaltou os brasileiros e colocou o país na lama".

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