O candidato à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), decidiu procurar apoio no ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, após Ciro Gomes declarar um tipo de "apoio crítico" à candidatura do ex-prefeito de São Paulo. O objetivo de Haddad é que Barbosa possa participar de uma frente democrática que confronte o candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

Primeiro, Haddad ficou extremamente frustrado ao saber que Ciro Gomes decidiu viajar para o exterior, ficando 10 dias fora.

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O petista viu isso como um ponto negativo e percebeu que Ciro quer ficar mais na retaguarda do que aparecer ao lado dele.

Diante disso, na quarta a noite (10), o ex-prefeito de São Paulo foi em Brasília para se encontrar reservadamente com Joaquim Barbosa. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, também participou do encontro. Vale ressaltar que o ex-ministro da Corte foi o relator do processo do Mensalão que condenou petistas históricos, como José Dirceu, José Genuíno e João Paulo Cunha.

Barbosa quase chegou a ser candidato ao Planalto, mas desistiu em cima da hora. Ele afirmou que está muito preocupado com o país e já fez duras críticas a Jair Bolsonaro. Entretanto, o ex-ministro preferiu não dar um apoio declarado a Haddad. Pode ser que ele ainda esteja estudando o caso.

Frustração com Ciro

Haddad ficou muito preocupado com a viagem de Ciro para a Europa, nesta quinta-feira (11). Ele queria o pedetista mais junto com ele na campanha fazendo uma frente suprapartidária pela democracia.

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Há quem diga que Ciro está agindo assim por não ter sido apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando informou que sairia candidato ao Planalto. Seria um tipo de "troco". Porém, permanece a situação de que o pedetista, terceiro colocado no primeiro turno, não quer se envolver a fundo na campanha do segundo turno.

Haddad buscará outros apoios. Segundo as informações, ele estaria atrás do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e da candidata derrotada, Marina Silva (Rede).

"Senha" dada

Alguns aliados de Haddad viram a decisão da viagem de Ciro como uma "senha" dada de que ele não vai se entregar para a campanha do petista. Para se ter uma ideia, a vice da chapa de Ciro, Kátia Abreu, avisou que não apoia o PT em hipótese alguma.

No começo da semana, auxiliares de Haddad teriam tentado acordos com integrantes próximos a Ciro. Contudo, as conversas teriam sido esfriadas e bateu um certo desânimo.

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