Em meio a uma campanha turbulenta, com pouco tempo de TV, mas com apoio massivo de seu eleitorado fiel, Jair Messias Bolsonaro, do PSL, conseguiu a façanha de se eleger o novo presidente do Brasil com mais de 55% dos votos. Atual deputado federal do Rio de Janeiro, Bolsonaro carrega consigo uma grande popularidade, com eleitores fiéis que faziam campanhas gratuitas para o presidenciável.

Sua principal arma eram as mídias sociais (Facebook, Twitter e Instagram).

Foi lá que Bolsonaro liderou suas ações politicas, seja com suas páginas pessoais ou as páginas que apoiam sua candidatura. Juntas, elas somam mais de 50 milhões de interações. Foi utilizando essa arma que Bolsonaro conseguiu chegar onde chegou. No primeiro turno, venceu com 46% dos votos. Enquanto seu opositor, Fernando Haddad (PT), amargou 29%. Foram 17 pontos percentuais de diferença.

No segundo turno, Fernando Haddad tinha a árdua missão de conseguir reverter a situação.

O petista precisava conquistar votos e convencer o eleitorado fiel de Bolsonaro a virar (coisa difícil de acontecer). Para isso, teve o apoio dos ex-candidatos à presidência Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (REDE), e um apoio critico de Ciro Gomes, do PDT. Para Haddad, o apoio critico de Ciro não seria suficiente. O petista esperava que o pedetista assumisse uma postura menos neutra.

Segundo turno

Chegou o dia da eleição do segundo turno e Ciro Gomes nada declarou.

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Jair Bolsonaro Eleições

Afirmou que nunca mais faria alianças com o PT, o que pode significar a sua preparação para as Eleições 2022, na qual poderá se candidatar novamente. Marina Silva anunciou seu voto em Haddad pelo Twitter e, Guilherme Boulos passou a acompanhar Haddad em sua campanha.

No entanto, nem todos esses apoios foram suficientes para derrubar Jair Bolsonaro. Com o apoio do empresariado, de algumas figuras importantes da mídia, dos evangélicos e católicos, Bolsonaro conseguiu se eleger em meio a todas as "pancadas" que levou durante a campanha.

Dentre elas, a facada, que o afastou dos debates e de sua campanha. Durante o segundo turno Bolsonaro se limitou a sua principal "arma" no primeiro turno: as redes sociais. Através delas ele se comunicava com seu eleitorado, apresentava suas propostas e tentava desmentir um dos maiores escândalos de sua campanha: As acusações de "Caixa 2 feita" pelo jornal Folha de SP.

Em meio a tudo isso, Bolsonaro não foi abatido e, a tão sonhada "virada" de Fernando Haddad ficou em seus sonhos, assim como ficou a "virada" que ele tanto afirmava que ia acontecer em sua campanha para prefeito, em São Paulo.

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