Nesta reta final para o segundo turno das Eleições no Brasil, notícias sobre os dois candidatos à presidência da República vão surgindo. Uma de Jair Bolsonaro vem causando polêmica: em 2003, o presidenciável usou o microfone do plenário na Câmara dos Deputados para defender os crimes de extermínio que vinham sendo praticados na Bahia.

Bolsonaro exaltou este tipo de crime e apontou que seria a melhor política de segurança para se implantar no Rio de Janeiro.

A Bahia estava sendo aterrorizada por um esquadrão da morte e Bolsonaro apoiou a prática.

O deputado disse naquela ocasião que, como o Estado não tem coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio é muito bem-vindo e que se os criminosos chegarem a ser repreendidos na Bahia, podem ir para o Rio de Janeiro.

Jair Bolsonaro completou: "Se depender de mim, terão todo apoio porque no meu estado só as pessoas inocentes são dizimadas".

Grupos de extermínios e o número de mortes

Na época em que Bolsonaro deu esta declaração eram registrados quase 150 assassinatos cometidos por estes grupos e isso foi somente na cidade de Salvador.

Entre as vítimas, a grande maioria era de jovens negros que moravam nas favelas.

Poucos meses depois este número só aumentou, indo para mais de 320 assassinatos cometidos pelos grupos de extermínios. Estes dados são da Comissão de Direitos Humanos, da Assembleia Legislativa da Bahia. A situação ficou tão complicada na capital de Salvador que foi criada a Comissão Parlamentar de Inquérito para averiguar o caso e descobriram que parte do comércio chegou a financiar os criminosos.

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O preço de uma vida

Estes esquadrões da morte cobravam R$ 50 para matar jovens que moravam na periferia e o 'serviço' podia ser facilmente contratado. A Agência Spotlight de Jornalismo Investigativo divulgou o discurso completo que Bolsonaro proferiu naquela ocasião e ressaltou que o político omitiu o fato de que as mortes na verdade eram um grande negócio 'travestido' de combate ao crime.

O advogado Bruno Teixeira Bahia fez um estudo para seu mestrado em Ciências Sociais na UFBA e descobriu que estes assassinatos, aos quais Bolsonaro se referiu, eram antecedidos de torturas bárbaras e que os corpos das vítimas eram encontrados com vários hematomas, sendo que em muitos era possível constatar que unhas e até dentes foram arrancados.

Este estudo ainda mostrou que policiais e ex-policiais estavam envolvidos nas práticas destes crimes.

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