Nas redes sociais nesta quinta-feira (18), um dos principais assuntos comentados foi a revelação de que empresas estariam comprando pacotes de disparos em massa no WhatsApp para denegrir a imagem do candidato Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores. Especialistas no assunto veem risco de abrir um processo de cassação em relação à candidatura de Bolsonaro.

O jornal Folha de S. Paulo foi quem revelou a campanha do envio de pacotes em massa pelo WhatsApp.

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Especialistas afirmam que a compra das mensagens são consideradas como doações que não foram contabilizadas, o que de certa forma seria um caixa 2 de campanha, o que é proibido pelo STF - Supremo Tribunal Federal.

Outro crime que teria sido cometido é o de contratar pessoas para divulgar o conteúdo que tem como único objetivo prejudicar a imagem de Haddad. Caso a candidatura de Jair Bolsonaro venha mesmo a ser cassada, as Eleições seriam anuladas e um novo pleito precisaria ser feito, foi o que informou Gabriella Rollemberg, vice-presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB.

Situação delicada

De acordo com Guilherme de Salles Gonçalves, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral, a situação do país é muito delicada, pois essa situação tem uma soma de ilegalidade.

Segundo o Folha de S. Paulo, as empresas pagavam cerca de R$ 12 milhões por cada contrato e mesmo que Bolsonaro alegue que não sabia de nada, a jurisprudência do TSE irá avaliar o benefício da prática em relação à sua candidatura. A lojas Havan são apontadas como uma das que compraram esses pacotes.

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"Não tenho controle disso"

Na tarde de hoje, Jair Bolsonaro comentou a respeito e disse que não tem controle algum sobre o ocorrido. "Eu sei que fere a legislação, mas eu não tenho controle", declarou o candidato.

Ainda segundo Bolsonaro, pode ser que tenha gente ligada à esquerda, fingindo que está ao lado dele, quando na verdade quer apenas complicar sua vida.

De acordo com a reportagem do Folha, as empresas envolvidas neste esquema estavam preparando uma mega operação que seria disparada na semana que vem, na semana que antecede as votações para o segundo turno.

Carlos Bolsonaro usou seu perfil no Twitter para criticar a imprensa e também o PT, alegando que agora estão atacando pelo WhatsApp. Jair Bolsonaro ficou o dia todo em sua residência, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde recebeu alguns representantes da Frente Parlamentar Evangélica.

Fernando Haddad e o partido de Ciro Gomes já decidiram ir à Justiça para cassar a chapa de Jair Bolsonaro.

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