Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entraram com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja suspensa a ação penal onde o petista é acusado de receber vantagens indevidas da construtora Odebrecht por meio da aquisição de um terreno que seria a sede do instituto que levaria o nome do ex-presidente. O responsável na condução deste processo, é o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Na concepção da defesa de Lula, a ação penal deve ser suspensa até que o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) julgue uma outra ação, onde Lula questiona e acusa Moro de violar os seus direitos civis e políticos.

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O responsável em receber essa reclamação e pedido dos advogados de Lula é o ministro do STF, Edson Fachin.

Outro pedido feito pelos advogados do líder do PT é que sejam anuladas trechos da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci que foram divulgadas pelo magistrado da Lava Jato alguns dias antes das eleições do primeiro turno. O PT acredita que isso tenha prejudicado seus candidatos, já que o teor da delação é voltado contra o ex-presidente Lula.

Moro chegou a enviar uma resposta ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), afirmando que não teve nenhuma intenção em prejudicar as eleições. Ele falou que nos depoimentos divulgados de Palocci não consta nada sobre Fernando Haddad, candidato do PT à presidência da República. Moro também reiterou que o nome de Lula foi citado, entretanto, ele não é candidato em 2018 e isso não afetaria o processo eleitoral. A reclamação ao CNJ foi feita por três deputados do PT.

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Alegações finais

O juiz da Lava jato estipulou os prazos para as alegações finais e, posteriormente, dará a sentença depois do segundo turno das eleições. Os advogados de Lula querem mais tempo para a apresentação das alegações finais e pediram ao Supremo que eles só façam as suas alegações após os réus que fizeram delação premiada terem feito as suas, como no caso, o empresário Marcelo Odebrecht.

Prisão

Lula está preso da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, ao ser punido a uma pena de 12 anos e 1 mês de regime fechado.

Seus advogados tentam evitar que novas sentenças de Moro aumentem a pena para o ex-presidente.

Lula foi acusado de receber propina da Odebrecht e OAS para reforma de um triplex no Guarujá, litoral de São Paulo. A defesa dele continua a negar qualquer irregularidade e esperam que tribunais superiores retirem essa condenação do seu cliente.

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