Com a proximidade da data do pleito eleitoral a decidir o novo presidente da República no próximo domingo (28), alguns petistas considerados mais pragmáticos já admitem que a eleição esteja definida. Ainda de acordo com eles, o objetivo seria no atual momento da campanha petista, é utilizar a reta final para garantir que a esquerda possa sair forte de toda a disputa, de modo que se consiga impedir uma vitória avassaladora do candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro, no próximo domingo. As informações foram repassadas pelo jornal "Folha de São Paulo".

Publicidade
Publicidade

Meta da campanha petista

De acordo com resultados apresentados na pesquisa de Ibope de intenção de votos, a queda da rejeição do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, chegou a animar membros integrantes mais pragmáticos da campanha petista. O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, no estado do Paraná, afirmou a quem o visitou na capital paranaense, num tom de lamentação, que a campanha à Presidência da República se equivocou na primeira semana do segundo turno ao deixar "o candidato Fernando Haddad preso em São Paulo" gravando o programa eleitoral de televisão.

Vale ressaltar que o ex-presidente Lula afirmou que a estratégia implementada pela campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) teria ocasionado um afastamento de Fernando Haddad da população, o que teria aberto espaço para que o candidato Jair Bolsonaro conquistasse regiões menos favorecidas do país, como por exemplo, as periferias das grandes cidades brasileiras. As periferias já foram consideradas, antigamente, como reduto tradicional do PT.

O ex-presidente Lula cumpre pena de prisão em regime fechado por crimes relacionados à aquisição de um apartamento de luxo Tríplex, localizado em uma das áreas nobres da cidade de Guarujá, no litoral sul do estado de São Paulo.

Publicidade

De acordo com as investigações relacionadas a esse processo, no âmbito da Operação Lava Jato, os recursos financeiros que beneficiaram o ex-mandatário petista seriam ilegais por meio de empreiteiras envolvidas no mega esquema de corrupção da maior estatal brasileira; a Petrobrás. O petista foi sentenciado a mais de doze anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro, magistrado titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. Além do processo que culminou na condenação de Lula, há outros processos que tramitam na Justiça Federal do Paraná, como por exemplo, o inquérito relacionado à aquisição do sítio de Atibaia, no interior do estado de São Paulo e que, segundo as investigações da força-tarefa da Lava Jato, também seria atribuído ao ex-presidente.

Leia tudo