Até a última terça-feira, 9 de outubro, o tucano João Doria tentava mostrar apoio ao candidato Jair Bolsonaro na corrida presidencial. Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, Major Olímpio, eleito senador pelo Estado de São Paulo, está travando a insistência do tucano por um apoio de Bolsonaro no segundo turno.

Segundo a coluna, nesta semana Doria teria realizado telefonemas pedindo uma troca de apoio entre os dois candidatos.

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No entanto, enquanto Doria se prontifica, por outro lado Major Olímpio reage. O militar, eleito com 8 milhões de votos, enfatiza que não compactua com um apoio ao PSDB.

Durante o primeiro turno, Olímpio chegou a gravar um vídeo mostrando posicionamento contrário a Doria e afirmando que, ainda no início da campanha, o tucano havia declinado um posivel apoio de Bolsonaro por não acreditar em "extremismos".

Ainda no vídeo, major Olímpio diz que Doria estaria buscando o apoio de Bolsonaro devido ao péssimo desempenho que Geraldo Alckmin vinha apresentando na campanha.

O então candidato a senador declarou ainda que "um pouco de vergonha na cara sempre faz bem" e que "quem vota no Bolsonaro não vota no PSDB e no João Doria, em circunstância nenhuma.”

Posicionamento de Bolsonaro

Segundo Major Olímpio, Bolsonaro deverá se manter neutro em relação a Doria. A coluna enfatiza que o próprio presidenciável deixou claro que não irá declarar apoio, porém também não deseja que o major "ataque" o tucano.

Major Olímpio chegou a dizer que achou antiético Doria implantar a campanha "Bolsodoria", sendo que o real candidato de apoio era Rodrigo Tavares (PRTB). Olímpio acredita que o tucano quer "pegar carona" na popularidade do candidato do PSL.

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Doria acusado de ser traidor

Em reunião da direção nacional do PSDB, Alckmin teira insinuado que Doria foi traidor em relação ao seu posicionamento quanto à candidatura do tucano à Presidência da República. Em vez de apoiar Alckmin, Doria mostrou apreço por Bolsonaro durante o primeiro turno.

Um áudio do ataque de Alckmin a Doria foi divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo e mostra um momento atípico deo ex-governador de São Paulo, determinando que Doria agiu como um traidor do partido.

Na ocasião, Doria respondeu, avaliando que o momento pede uma conduta de "calma e equilíbrio". Após a reunião, Doria afirmou ao Painel, da Folha, que saía "em paz e sem ressentimentos".

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