Militares, que participaram de um evento do Dia do Aviador, em Brasília, revelaram que se sentiram desrespeitados após o candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, criticar, em uma entrevista, o filho de Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo Bolsonaro, que falou sobre declarar guerra à Venezuela. Segundo Haddad, o deputado nem conhece a situação das Forças Armadas e afirmou que a Venezuela está muito mais equipada que o Brasil.

A entrevista de Haddad aconteceu na segunda-feira (22), no programa Roda Viva da TV Cultura. Ele foi questionado se está certo o petista colocar apenas seu partido como defensor da democracia. O ex-prefeito de São Paulo falou que Jair Bolsonaro incita a violência. O que irritou os militares foi quando Haddad citou um comentário de Eduardo sobre declarar guerra ao país vizinho.

De acordo com o petista, se o Brasil declarar guerra com a Venezuela, muitos soldados irão morrer na fronteira.

Será preciso pedir ajuda internacional e bater continência a esses países pois senão os jovens brasileiros vão morrer, disse Haddad.

Militares que participaram da cerimônia falaram, na condição de anonimato, que as declarações do candidato do PT são desrespeitosas e acabaram ofendendo eles. De acordo com esses oficiais generais, Haddad não conhece a situação das Forças Armadas e estaria menosprezando os soldados brasileiros.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Eleições

Outro ponto criticado pelos oficiais é a forma como o candidato fala sobre o país declarar guerra com a Venezuela e ainda com a ajuda dos Estados Unidos. Para eles, essa é uma questão delicada e não deve ser colocada dessa forma irresponsável.

Incomodados

Desde segunda-feira (22), os militares já estariam incomodados com Haddad, após ele atacar Bolsonaro dizendo que as instituições estão se sentindo ameaçadas.

Ele citou, como exemplo, a linha-dura das Forças Armadas.

Os militares também não concordaram com as afirmações de Eduardo Bolsonaro de que "bastava um soldado e um cabo para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF)". Isso causou preocupação neles, já que é importante o respeito pelos Poderes.

Eduardo e seu pai decidiram pedir desculpas, mas mesmo assim criou-se algo preocupante nas casernas, disse os oficiais.

Assuntos políticos

O alto comando das Forças Armadas achou melhor não se pronunciar sobre isso, já que poderia levar até os quartéis manifestações políticas, o que não seria nada bom.

O presidente Michel Temer também participou da cerimônia do Dia do Aviador.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo