Nesta terça-feira (30), o juiz federal Sérgio Moro emitiu uma nota oficial em que esclarece seu pensamento a respeito de um provável convite do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, para que o magistrado responsável pela condução da Operação Lava Jato assuma a pasta do Ministério da Justiça ou que venha a integrar a mais alta instância de Justiça do país; o Supremo Tribunal Federal (STF).

Vale ressaltar que o juiz federal Sérgio Moro é o magistrado titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e conduz em primeira instância a maior operação anticorrupção já desencadeada em toda a história contemporânea do Brasil, responsável pela investigação de escândalos de corrupção que culminaram em desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobrás.

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Dentre os presos que se encontram condenados por processos relacionados às investigações da força-tarefa, está o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Vale lembrar que o ex-mandatário petista foi sentenciado a mais de doze anos de prisão em regime fechado pelo cometimento de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, em se tratando do inquérito que envolve a aquisição de um imóvel apartamento de luxo tríplex, localizado em uma das principais áreas nobres da cidade litorânea da cidade do Guarujá, no estado de São Paulo.

Convite e reflexão

O juiz Sérgio Moro reagiu surpreso ao convite feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, do PSL. De modo positivo, o magistrado paranaense afirmou por meio de uma nota oficial que se sente "honrado" com a lembrança de seu nome para o Ministério da Justiça do Governo que irá dirigir o país para os próximos quatro anos e também por ter sido lembrado para assumir uma vaga o Supremo Tribunal Federal (STF).

O juiz paranaense prometeu que irá discutir e fazer uma reflexão sobre o convite do presidente eleito, caso seja realmente efetivado.

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Numa entrevista repercutida intensamente nas redes sociais, fornecida a emissoras de televisão, na noite da última segunda-feira (29), Bolsonaro tinha afirmado que deverá convidar o juiz Sérgio Moro para que viesse a compôr quadros do novo governo, como ministro da Justiça ou que pudesse aceitar integrar a Suprema Corte brasileira.

A oportunidade de mudança no STF ocorrerá já a partir de 2020, quando o ministro decano Celso de Mello deverá se aposentar.

O presidente eleito poderá ainda, indicar outro nome para a Corte, já que o ministro Marco Aurélio Mello também deixará o Tribunal, em meados de 2021. Entretanto, o juiz Sérgio Moro, ao ser procurado ontem pela jornalista Mônica Bérgamo, do jornal "Folha de São Paulo", preferiu não fazer qualquer tipo de manifestação em relação a isso. O magistrado disse "não teria comentário e que iria ficar devendo".

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