O general do Exército e também vice candidato à presidência do Brasil na chapa de Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão, esteve nesta última quarta-feira, 24 de outubro, em um evento no Rio Grande do Sul, na cidade de Novo Hamburgo.

Mourão comentou sobre diversos temas, entre eles sobre a ideologia bolivariana. Segundo o candidato, é impossível que o Exército Brasileiro apoie um projeto de regime totalitário. Com isso, deixou claro que o Brasil nunca irá virar uma Venezuela.

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Os venezuelanos vivem um clima de instabilidade econômica e violência e se aprofundaram nunca terrível crise.

Um fato que chamou atenção é que Mourão disse que as Forças Armadas do Brasil não são corruptas e não seriam capazes de se vender a um regime de natureza totalitária. A fala pode soar como uma suposta indireta a Venezuela, pois o militares do país vizinho apoiam o governo de Nícolas Maduro, um dos responsáveis pela crise do país.

Democracia

General Mourão citou que seu governo irá buscar soluções dentro da ordem democrática, não valorizando quaisquer tipo de autoritarismo.

No entanto, Mourão disse que não vão fugir da democracia, e avaliou o seguinte: "por pior que seja, ainda é o melhor dos regimes".

Mourão justificou uma fala que disse em 2017. Na época, o general falou sobre "aproximações sucessivas" e disse que o Exército apontava para a possibilidade de intervenção militar caso o sistema Judiciário não fosse capaz de dar uma solução concreta ao sistema político. Complementando a fala, ele falou que usariam "aproximações sucessivas".

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No entanto, Mourão disse que as "aproximações sucessivas" seriam o que está ocorrendo agora, todo o processo eleitoral. Ele também disse que aos poucos, estão saindo pessoas da vida pública que não merecem representar os brasileiros.

Outro ponto citado foi sobre a liberdade. O general disse que a liberdade de uma pessoa termina quando começa a liberdade de outra. Ou seja, ele avalia que deve-se preservar a liberdade como um dos maiores bens do país.

Ordem para não falar

No evento do RS, Mourão reconheceu que há uma ordem para "evitar polêmicas". Aos jornalistas presentes, o general afirmou que realmente existe uma ordem para não falar. O vice de Jair Bolsonaro disse que só está apenas respondendo o que lhe é perguntado.

Recentemente, falas de Mourão causaram discordância e o vice foi alertado a ficar sem se pronunciar até o término das eleições.

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