Nesta sexta-feira (12), a primeira campanha televisiva do 2º turno de ambos os candidatos no pleito à Presidência da República do Brasil foi ao ar, sendo transmitida através do horário eleitoral gratuito: ambas valeram-se de duras críticas às devidas oposições, e, para equilibrar o parecer do eleitor, o tom mais humanizado dos presidenciáveis também foi mantido pelas partes. Tanto Jair Bolsonaro, do PSL (Partido Social Liberal), quanto a do petista Fernando Haddad reafirmaram as convicções políticas, trocando farpas entre si e pincelando um pouco o lado pessoal dos presidenciáveis.

Antagônicos, Bolsonaro e Haddad mantiveram os ataques.

Se por um lado a campanha do PSL de Jair Bolsonaro citou as ditaduras Cubana e Venezuelana e a ligação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais personagens, por outro, restou ao PT optar por ligar a 'onda de violência' ao militar como estratégia.

Programa do PSL de Jair Bolsonaro aposta em antipetismo, cita Lula e Foro de São Paulo

Tido como o cabeça do PT (Partido dos Trabalhadores), em propaganda do PSL de Bolsonaro, Lula chega a ser correlacionado a chefes do tráfico.

O ex-presidente do Brasil está preso em Curitiba no âmbito da Operação Lava Jato onde responde pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex no Guarujá.

O petista Fernando Haddad, por sua vez, não teve problema aparentemente de vincular sua imagem a de Lula, já que a campanha do mesmo acresce declarações favoráveis ao seu lado. Ambos os candidatos tiveram tempos iguais de TV devido a regras da disputa de 2º turno, sendo cada bloco de 10 minutos, divididos entre os candidatos de maneira semelhante.

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Jair Bolsonaro Lula

Em campanha, o programa do PSL a favor de Jair Bolsonaro buscou fortalecer o sentimento antiPT existente no país da forma mais acentuada possível, o que rendeu críticas contra o partido, inclusive no que diz respeito ao Foro de São Paulo, o que seria, segundo a narrativa do programa do militar, um projeto de doutrinação. A ênfase foi dada na ligação de Lula e PT ao Foro, como também constou nos depoimentos de eleitores de Bolsonaro, onde o ex-presidente é visto como uma ameaça ao país mesmo que preso.

Em vídeo, Jair Bolsonaro tem a vida militar pregressa narrada, fala um pouco da família, e se emociona ao citar sua filha Laura.

Fernando Haddad tenta se descolar do sentimento antipetista e faz promessas

O programa de Haddad, por sua vez, buscou se descolar do antipetismo denotando a mudança do Brasil, ao invés de ser apenas a campanha do partido em si, o petista não demorou muito em flertar, sugestionando que a violência tem a ver com Bolsonaro.

No final, o programa de Haddad prometeu retomar obras, ensino médio e demais coisas.

Pelo lado do PT, houve também a necessidade de que Haddad tentasse dialogar com os eleitores de outros candidatos, algo desnecessário para Bolsonaro, pelo fato de ser líder tanto nas pesquisas quanto nas intenções de voto.

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