Paulo Guedes, economista cotado para o cargo de ministro da Fazenda pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), caso seja eleito, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal por suspeitas de fraudes em negócios com fundos de pensões de estatais.

No procedimento, que foi instaurado no último dia 2, são apresentados indícios da associação de Guedes com gestores e diretores de fundos de pensão ligados ao MDB e PT. A informação é da Folha de S.

Publicidade
Publicidade

Paulo.

Ao longo de seis anos, teriam sido captados cerca de 1 bilhão de reais pelo economista, oriundos de entidades como Petros (Petrobras), Funcef (Caixa), Previ (Banco do Brasil), Postalis (Correios) e BNDESPar.

Os negócios teriam sido feitos pela BR Educacional Gestora de Ativos, a qual pertence ao economista. A empresa teria lançado dois fundos de investimentos que receberam, num período de 6 anos, 1 bilhão de reais de entidades estatais. Um dos fundos arrecadou R$ 400 milhões para projetos educacionais entre os anos de 2009 e 2013.

Os investigadores irão apurar se a transação teve análise adequada ou gerou ganhos excessivamente.

Outra parte do montante foi injetada na HSM Educacional SA., que também seria controlada por Paulo Guedes. Ela teria adquirido 100% das participações em outra empresa, intitulada HSM do Brasil, que obtinha lucros com a realização de eventos para executivos e estudantes. Esta, porém, apresentou prejuízos, principalmente por conta da remuneração paga para realização destas palestras.

A investigação foi instaurada pela força-tarefa da Operação Greenfield, que visa à apuração de possíveis pagamentos de propina em fundos de pensão.

Publicidade

Paulo Guedes rebate acusações

Os advogados do economista publicaram uma nota manifestando a indignação de Guedes com a situação. O texto acusa o Ministério Público Federal de agir por motivações eleitorais. Segundo comunicado, é de se desconfiar da instauração de um procedimento para apuração de fatos apresentados em um relatório mentiroso, em plena reta final da corrida eleitoral.

A defesa ainda afirma que irá apresentar toda a documentação necessária para provar a inocência de Guedes e comprovar a "lisura das operações".

Trajetória

O economista, transformado no "Posto Ipiranga" do presidenciável, possui uma breve experiência na carreira política. Fez sua fortuna no ramo financeiro e foi um dos fundadores do Ibmec, instituto de pesquisa voltado para mercado financeiro, além de fundar o Think Thank Instituto Millennium e do Banco Pactual. Junto com Roberto e Giancarlo Civita investiu na Abril Educação, até 2006, quando criou a Br Investimentos.

Hoje, divide seu tempo entre a assessoria de Jair Bolsonaro e a empresa.

Publicidade

Leia tudo