O jornal Folha de S.Paulo divulgou uma reportagem na semana passada afirmando que empresários coligados ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) teriam comprado mensagens em massa contra o PT e as divulgaram através do WhatsApp. Os pacotes destas mensagens custariam cerca de R$ 12 milhões, de acordo com a matéria, e isso implicaria ao PSL um crime eleitoral.

No entanto, Bolsonaro entrou na Justiça com uma solicitação de suspensão do conteúdo, declarando que o jornal estava sendo tendencioso.

Além disso, os advogados de Bolsonaro contestaram no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sobre essa matéria estar sendo veiculada no horário eleitoral do candidato do PT para o segundo turno, Fernando Haddad, pois a notícia, segundo a defesa, não possui provas.

Com tudo isso, um dos empresários acusados neste esquema, Luciano Hang, dono da Havan, e o candidato negaram qualquer envolvimento com este suposto crime eleitoral.

Entretanto, o TSE (Tribunal Superior eleitoral) negou o pedido do presidenciável do PSL à Presidência da República. O relator do caso, o ministro Sérgio Silveira Banhos, afirmou não ter encontrado informações que provassem algum tipo de inflação na matéria que pudesse prejudicar a disputa eleitoral. Ele ainda disse que hoje em dia existe a liberdade de imprensa e não pode haver censura aos conteúdos impostos pelas mídias, mesmo que eles sejam investigados.

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Jair Bolsonaro Lula

O ministro recordou também que o TSE está apurando os fatos noticiados pela Folha e que a Procuradoria Geral da República pediu à Polícia Federal que instaure um inquérito para averiguar se existe algum esquema irregular na campanha de Jair Bolsonaro e também de Fernando Haddad, candidato do PT.

Quem é o relator contra Jair Bolsonaro

Jorge Mussi foi nomeado ministro de tribunais superiores em 2007, pelo ex-presidente da República Lula.

Em 2015, ele passou a ocupar o cargo de ministro substituto do TSE e desde outubro de 2017 exerce a função de ministro efetivo da corte. Mussi é o relator do processo aberto para investigar o suposto esquema ilegal de mensagens via WhatsApp que Bolsonaro teria divulgado contra seu adversário Fernando Haddad do PT.

No entanto, Jorge Mussi é conhecido como duro e equilibrado, e que acumula um histórico de votos contra o PT, o último deles, foi em setembro em que ele foi um dos ministros que votou contra a chapa que traria Luís Inácio Lula da Silva como candidato a presidente nas Eleições de 2018.

Ele defendeu que seu voto foi baseado na Lei da Ficha Limpa.

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