Um dia depois do candidato do PT, Fernando Haddad, cometer uma grande gafe, ao reforçar a errônea informação que o cantor Geraldo Azevedo teria sido torturado pelo General Mourão (que na época tinha apenas 16 anos), em 1969, durante a ditadura militar, outro fato acabou sendo desmentido pela averiguação das investigações que cernem as Eleições de 2018.

No dia 8 de outubro, seguinte ao domingo da disputa do primeiro turno das eleições presidenciais, uma jovem de 19 anos acusou um grupo de simpatizantes de homens de tê-la agredido em via pública e, fazendo uso de um canivete, ter desenhado uma suposta suástica de referência nazista em seu corpo.

Publicidade
Publicidade

História sob suspeita e investigação da polícia indicia jovem por falso testemunho

A suposta vítima não quis registrar boletim de ocorrência, não houve testemunhas e o fato relatado por ela ter ocorrido em uma rua movimentada de Porto Alegre, e também não havia hematomas em seu corpo que pudessem corroborar com a versão da jovem. O conjunto de circunstâncias chamou a atenção da Polícia, que partiu para investigação do caso.

Além disso, as linhas do desenho eram retas, o que não seria possível se ela estivesse se debatendo, e superficiais, o que indicava ter sido feita com uma lâmina de barbear em um ato de autoflagelação.

E foi isso que apontou o resultado de um laudo que afirmou que as lesões não são compatíveis com as quais esperadas caso a jovem tivesse apresentado efetiva resistência, ou seja, não mostrou indícios de que ela tentou escapar de seus agressores.

Em depoimento dado um dia depois da data em que ela alegou ter sido agredida, a jovem justificou a ausência dos hematomas alegando que foi apenas segura pelos braços e que no dia da agressão estava usando uma blusa de manga longa e tecido macio, impedindo assim que houvessem marcas.

Publicidade

Ela relatou, ainda, que estava indo para casa, e, ao descer do ônibus, começou a ser seguida e hostilizada por três homens. Dois a seguraram pelos braços, enquanto o terceiro, fazendo uso de um canivete, fez as marcas em seu corpo.

Perícia

Analisando imagens após a suposta agressão, a perícia identificou 23 traços no corpo da jovem, sendo que alguns deles, de acordo com os peritos, correspondem a arranhões. Além disso, a investigação ouviu mais de 20 pessoas na região onde a jovem disse que foi agredida e também analisou as imagens de 20 câmeras de segurança, a qual, em nenhuma das imagens, a jovem apareceu.

O delegado Paulo Sério Jardim, que cuida do caso, afirmou que há indícios que a automutilação tenha sido feita de forma consentida e que, por conta disso, a jovem irá responder por falso testemunho. Se condenada, ela pode pegar de seis meses a um ano de prisão.

Leia tudo