Cabo Daciolo (Patriotas) foi um dos grandes nomes do primeiro turno das Eleições presidências. Não tanto pelas propostas, mas pelas declarações recheadas de profecias religiosas e otimismo elevado. Em um dos raros debates em que compareceu, disse que seria eleito no primeiro turno com 51% dos votos. De fato, essa profecia não se concretizou, mas outra, feita ainda em agosto de 2017, tornou-se realidade neste domino (7).

Deputado federal pelo Rio de Janeiro, Daciolo disse em pleno Congresso Nacional: “Eu quero aqui decretar a queda do governo dos ímpios (...) eu estou falando a queda do presidente Eunício”, dirigindo-se ao presidente do Senado Federal, o qual disse que debochava do povo brasileiro.

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“Ri bastante presidente, vamos aguardar para ver o que vai acontecer”, falou.

E o que Daciolo pregou de fato aconteceu neste domingo. Mesmo tendo a todo seu dispor a máquina eleitoral, o candidato do MDB não conseguiu uma das duas vagas ao Senado pelo estado do Ceará, tendo apenas 16% dos votos válidos. Os eleitos foram Cid Gomes (PDT), com 41%, e Eduardo Girão (Pros), que teve 17%.

Campanha mais barata

Além de ficar famoso pelo bordão “glória a Deus”, dito repetidas vezes nos debates, Cabo Daciolo também mostrou que sabe fazer negócio.

Dentre todos os presidenciáveis, ele foi o que teve a campanha mais barata, tendo declarado gasto de R$ 808.

Com esse irrelevante gasto, perto das cifras milionárias gastas pelos grandes partidos, obteve 1.348.229 de votos, o que representou 1,26%. Para servir de base de comparação, o bancário Henrique Meirelles (MDB) gastou cerca de R$ 54 milhões e teve desempenho nas urnas inferior ao do Cabo, sendo votado por 1.288.941 eleitores, o que representou 1,2% dos votos válidos.

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Apoio a Bolsonaro?

De acordo com notícia publicada pelo site O Antagonista, Cabo Daciolo deverá formalizar apoio a Jair Bolsonaro no segundo turno nas eleições presidenciais. A expectativa é que ele se reúna com o presidente de seu partido nesta terça-feira (9) para discutir o assunto.

Adilson Barroso, presidente do Patriotas, acredita que haverá mesmo um acordo com o PSL para o segundo turno. De acordo com ele, pela ideologia de Daciolo, ele jamais apoiaria um candidato do PT.

Barroso disse ainda que ficou satisfeito com o desempenho do candidato na corrida presidencial, mas que preferia que ele concorresse novamente a deputado.

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