A propaganda petista estava sendo veiculada durante o horário politico, que começa às 20h30 no horário de Brasília, e apresenta cenas em que Bolsonaro se diz favorável à tortura. No entanto, além dessa cena do candidato do PSL, aparecem ainda cenas do filme "Batismo de Sangue" (2006), de Helvécio Ratton, além de algumas entrevistas antigas do presidenciável onde ele incita a necessidade de uma ''guerra civil''.

Nos trechos do filme são destacados cenas de torturas, onde a propaganda é utilizada para relembrar algumas falas de Bolsonaro, que já se pronunciou ser favorável à prática.

Além dessa cena, a propaganda expõe o momento em que Bolsonaro homenageia a memória do coronel Brilhante Ustra, durante votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O coronel foi um dos maiores responsáveis pelas torturas que ocorreram durante o Golpe de 64 no Brasil.

Por conter cenas de violência, a faixa etária estaria acima dos 14 anos, só podendo ser veiculada na televisão após as 21h. O ministro Luís Felipe Salomão, responsável pelo caso, ainda citou, levando em consideração o cenário politico atual, o fato da cena incitar a prática da violência.

"A distopia simulada na propaganda, considerando o cenário conflituoso de polarização e extremismos observados no momento politico atual, pode criar, na opinião publica, estados passionais com potenciais para incitar comportamentos violentos", afirma o ministro do TSE.

A decisão liminar, expedida pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral, ainda fixa uma multa de R$ 50 mil reais a cada descumprimento da decisão.

De acordo com os advogados de Bolsonaro, a propaganda induzia o eleitor a pensar que, caso o presidenciável do PSL fosse eleito, o mesmo iria cassar e torturar opositores do governo.

Dentro dos tribunais essa já é segunda vitória de Bolsonaro em cima de seu opositor, Fernando Haddad (PT). Em outra ocasião, o TSE removeu, a pedido do candidato do PSL, uma propaganda de "fake News" divulgada pelo petista.

Na propaganda foi veiculada que Jair Bolsonaro, que também é deputado federal, teria votado na Câmara dos Deputado contra a "Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência", também conhecida como LBI ou, ainda, Estatuto da Pessoa com Deficiência. A votação ocorreu no dia 5 de março de 2015 e teve caráter "simbólico". Em outras palavras, essa ocasião acontece quando o Presidente da Câmara convida os parlamentares favoráveis a determinadas diretrizes, onde os parlamentares permanecem sentados, levantando-se somente os opositores a LBI. Na ocasião, a proposta foi aprovada por unanimidade.

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