Nesta sexta-feira (23), o juiz federal Sergio Moro esteve em um evento de ex-alunos de direito da universidade americana Harvard, no Rio de Janeiro, juntamente com o governador eleito pelo estado, Wilson Witzel (PSC). Repórteres questionaram o juiz sobre a polêmica proposta por Witzel de autorizar a polícia a matar bandidos que estiverem com fuzil nas mãos, conhecida como "lei do abate". Moro disse que essa lei não existe e alguns fatos estariam sendo mal interpretados.

Na proposta de Witzel, os policiais poderiam, inclusive, utilizar atiradores de elite para abater criminosos. A proposta causou polêmica e foi contestada pelos Direitos Humanos.

No evento, ao lado governador eleito do Rio, Moro afirmou que não falaria com os jornalistas, mas limitou-se a responder apenas uma pergunta, justamente sobre essa medida que foi proposta por Witzel. O grupo de Direitos Humanos afirma que essa medida não é constitucional já que no país não existe pena de morte e todos devem ter o direito de defesa.

Questionado pelos jornalistas sobre essa "lei do abate", Moro olhou para o novo governador e sorriu. De acordo com o juiz, há um mau entendimento em relação a isso, pois não há nenhum processo legal que justifique tal ato. Ele afirmou que não existe esse tipo de lei no Brasil e afirmou que não acredita que a proposta tenha esse sentido.

Witzel ficou em silêncio enquanto Moro explicava sua visão sobre essa proposta. Ele riu diante dos questionamentos feitos sobre a ausência de um processo legal em que a lei poderia se basear.

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Sergio Moro Governo

Proposta de Witzel

O governador eleito do Rio defende que os policiais atirem para matar caso encontrem alguém portando armas longas em locais considerados carentes. Segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, isso só poderia acontecer se houver uma alteração na lei.

Witzel vai mais além e sugere atiradores de elite e drones que possam caçar os bandidos. Quem estiver armado com fuzil seria abatido, já que mostraria, na concepção dele, que a pessoa tem más intenções e não deixa de ser um criminoso.

Polêmica

Sergio Moro será o futuro ministro da Justiça no Governo de Jair Bolsonaro e sabe da importância do combate ao crime e à corrupção. Tanto ele quanto Witzel são ex-juízes federais que buscam estratégias de conter a violência.

Entretanto, há muitas críticas contra a proposta de Witzel, já que a polícia do Rio é uma das que mais mata e morre no Brasil. Muitas pessoas também acabaram sendo vítimas de policias despreparados que acabaram matando pessoas que portavam, por exemplo, um guarda-chuva.

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