O general Fernando Azevedo e Silva, indicado por Jair Bolsonaro para chefiar o Ministério da Defesa, respondeu, nesta quarta-feira (14), às declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que havia dito que o ideal seria nomear um civil para a pasta e não um militar. Segundo palavras de Azevedo e Silva, "militar também é gente", o que importa é a experiência e a bagagem.

O ministro Marco Aurélio afirmou, em uma entrevista, que a tradição sempre foi de ter civil para comandar a pasta.

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Ele comentou não entender a razão de nomear um militar para esse cargo. No entanto, o ministro elogiou o general afirmando ser um bom nome.

O general Fernando Azevedo e Silva falou que um dos pontos positivos em sua nomeação é o contato que ele possui com a cúpula das Forças Armadas. Além disso, de acordo com ele, pode ser civil, militar, o que importa é seguir a legislação, no caso, ser brasileiro nato.

Futuro ministro

O futuro ministro de Bolsonaro disse ao jornal O Estado de S.

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Paulo que não acredita em risco de polarização das Forças Armadas. Para ele, as Forças são uma instituição independente e não se mistura com a política.

O general sempre demonstrou um perfil tranquilo e mostrou grande relação com o Congresso Nacional. Atualmente, ele está no cardo de assessor do presidente do STF, Dias Toffoli, que havia pedido uma indicação para o comandante-geral do Exército, Eduardo Villas Bôas.

O presidente eleito anunciou a escolha do general como ministro da Defesa através do seu Twitter e justificou a escolha dele por ter larga experiência com um vasto currículo.

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Jair Bolsonaro Governo

Um dos pontos positivos de Azevedo e Silva é que ele possui muita flexibilidade nas suas decisões, o que tem proporcionado a ele atuar nos três Poderes.

Inicialmente, o nome que chefiaria a pasta seria do general Augusto Heleno, entretanto, de última hora, ele foi enviado para o Gabinete de Segurança Institucional. A conversar com Toffoli, Bolsonaro explicou que precisava do assessor dele por ser alguém conciliador e que agregava. O presidente da Corte apoiou a escolha do capitão.

Carreira do general

Fernando Azevedo e Silva tem ligações com vários segmentos políticos. No Governo da ex-presidente Dilma Rousseff, ele assumiu a Autoridade Pública Olímpica, em 2013. Foi da ajudância de ordens no governo Fernando Collor e trabalhou como Chefe de Operações do II Contingente do Brasil na Minustah, funções ocorridas no Haiti.

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