O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), chegou cedo a Brasília nesta terça-feira (13) e logo pelo Twitter anunciou sua escolha pelo general quatro estrelas Fernando Azevedo e Silva para o ministério da Defesa. O primeiro a ser cogitado, general Augusto Heleno, foi realocado para o Gabinete de Segurança Institucional. O motivo para tal realocação foi exposto várias vezes por Jair Bolsonaro como preferência sua por manter alguém de extrema confiança mais junto de si, servindo como conselheiro frente à gestão em 2019.

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Azevedo e Silva, nome pouco conhecido para a população, foi chefe do Estado-Maior do Exército e passou para a reserva neste ano. Durante entrevista sobre a atuação das Forças Armadas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em 2016, o general comandou a Autoridade Pública Olímpica dos Jogos. Atualmente, o general assessora o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

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Um governo com militares de cunho liberal

Em reportagem de o Globo, Bolsonaro tinha afirmado que, segundo suas próprias palavras, “iria ter um montão de ministro militar.” Até então alguns militares, de fato, já foram pronunciados como futuros ministros, inclusive, vale salientar, o futuro ministro da Ciência e Tecnologia, o senhor Marcos Pontes, ex-astronauta e militar.

Não se trata, contudo, de um governo militarizado, mas simplesmente caracterizado com indicações pontuais, visto que não se pode negar a tecnicidade das mesmas.

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Jair Bolsonaro Governo

O futuro Governo de Jair Bolsonaro deixa bem claro suas pretensões: organizar uma gestão liberal, assim pontua Paulo Guedes em diversas entrevistas, focado em descentralizar o Poder, não apenas enxugando a máquina estatal, mas também possibilitando mais autonomia para estados e municípios, permitindo ao Brasil, um país de proporções continentais, uma gestão mais diversificada.

Ao contrário dos militares do tempo do Regime, positivistas, verdadeiros tecnocratas estatizantes, esses atuais que aos poucos compõem o governo declaram apoio aberto à questão liberal, assumindo diante da imprensa uma postura similar ao do presidente eleito.

O que muitos eleitores vitoriosos esperam é que as pautas prometidas sejam cumpridas e que o efeito possa ser sentido na vida do cidadão-médio brasileiro. A batalha que se travará no Congresso, contudo, não será fácil, obrigando a nova composição do executivo a traçar estratégias de diálogo com o legislativo e judiciário.

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