Frequentemente apontado como machista, até o momento Bolsonaro indicou três mulheres e 28 homens para integrar a equipe de transição. Nesta quarta-feira (7),a primeira mulher a integrar a equipe de governo foi anunciada. A deputada federal Tereza Cristina Cristina (DEM-MS) irá comandar o Ministério da Agricultura a partir de 01 de janeiro de 2019. Tereza Cristina atualmente é presidente da Frente Parlamentar para Agricultura, também conhecida como bancada ruralista, grupo que defende os assuntos ligados ao agronegócio no Congresso Nacional.

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Engenheira agrônoma de 64 anos, a deputada federal foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul no Governo de André Puccinelli (MDB), de 2007 a 2014. Tereza Cristina também foi uma das lideres na condução do Projeto de Lei 6.299, que atenua as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos nas atividades agrícolas.

Outros nomes foram considerados

Nas últimas semanas, outros nomes como dos deputados Luiz Carlos Heinze, eleito senador pelo PP do Rio Grande do Sul, e Jerônimo Goergen, reeleito pelo mesmo partido e Estado chegaram a ser apontados como possíveis indicados para o cargo de ministro da Agricultura.

Apesar de cogitada para assumir a pasta, a deputada negava a existência de convites e afirmou repetidas vezes que o nome do futuro ministro era menos importante do que a agenda do agronegócio dentro do novo governo.

Tereza Cristina foi indicada durante o encontro dos congressistas ligados ao agronegócio com Jair Bolsonaro em Brasília, nesta quarta-feira (7). O presidente eleito oficializou a indicação da deputada para chefiar a pasta da agricultura por meio de um vídeo divulgado em sua conta no twitter.

Entidades ligadas ao setor elogiaram a indicação da deputada.

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Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), entidade que representa pecuaristas, o agronegócio estará bem representado por Tereza Cristina.

A futura ministra enfrentará alguns desafios que vêm de longa data, dentre eles, a aprovação do Código Florestal, a redução dos juros para o crédito rural, a questão indígena, e a autorização de venda de terras para estrangeiros.

Equipe de governo ainda em formação

Até o momento, Bolsonaro anunciou 6 ministros para seu governo, Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Augusto Heleno (GSI), Paulo Guedes (Economia), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), SErgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Tereza Cristina (Agricultura).

O Presidente eleito ainda deve escolher pelo menos mais 9 ministros, se mantiver sua promessa de campanha de reduzir o número de ministérios para algo em torno de 15 pastas.

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