A nomeação do juiz federal Sérgio Moro, após encontro do magistrado com o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro, acabou acarretando enorme repercussão em todo o país, inclusive, nas redes sociais. O juiz paranaense se destacou como o titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Sérgio Moro foi o responsável pela implementação em primeira instância, dos trabalhos relacionados à força-tarefa de investigação da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea brasileira, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Publicidade
Publicidade

Dessa vez, o juiz irá comandar a pasta do Ministério da Justiça e da Segurança Pública no governo Bolsonaro, já a partir do início do próximo ano. Moro deverá ter sob sua alçada algumas instituições de governo, como a Polícia Federal, o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e também a CGU (Controladoria Geral da União), onde poderá ser desenvolvido todo um trabalho de combate à corrupção e o crime organizado no país. Haverá a fusão de dois ministérios do governo do atual presidente Michel Temer. Farão parte de uma única pasta, o Ministério da Justiça e o Ministério da Segurança Pública.

'Carta branca' e exclusividade no governo de Jair Bolsonaro

Durante a realização de uma entrevista exclusiva à emissora católica "Rede Vida de Televisão", o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que a "carta branca" concedida ao juiz Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública não será exclusividade. Ou seja, o presidente eleito deu a entender que outros ministros também poderão estar livres e terem "carta branca" na condução de seus respectivos ministérios.

Publicidade

Além disso, segundo o presidente eleito Bolsonaro, os futuros ministros deverão ter total liberdade para a montagem de suas equipes e também de poderem pautar as suas demandas ministeriais.

Entretanto, o futuro mandatário do país deixou bem claro que o que irá cobrar dos ministros de seu governo, ocorrerá em relação à produtividade de seus trabalhos desempenhados à frente dos futuros ministérios de governo, conforme informação reproduzida pelo jornal "O Estado de São Paulo".

Já em se tratando da nomeação específica de Moro, o presidente eleito afirmou que o juiz paranaense seria "um soldado que está indo para a guerra sem medo de morrer" e essa foi uma decisão difícil para o magistrado, já que o mesmo deverá abrir mão de sua carreira jurídica de mais de 22 anos de trabalho. Bolsonaro disse ainda que a Operação Lava Jato continuar, de modo atuante, mesmo sem estar sob a condução do juiz Sérgio Moro.

Leia tudo