O presidente eleito da República, Jair Messias Bolsonaro, manifestou-se nesta segunda-feira (19) a respeito da formulação de um dos principais programas de avaliação de jovens brasileiros com vistas ao ingresso nas universidades do país.

Bolsonaro criticou abertamente Maria Inês Fini, que é a presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Na verdade, o capitão da reserva e futuro presidente do Brasil negou, de modo veemente, que Maria Inês estivesse cotada para assumir a condução do Ministério da Educação durante seu mandato presidencial.

Críticas ao Enem

Ao conceder uma entrevista coletiva à imprensa, em frente à sua residência no Rio de Janeiro, o presidente eleito indagou aos jornalistas que lá se encontravam presentes se Maria Inês Fini não estaria à frente da prova do Exame Nacional do Ensino Médio. Em seguida, o presidente eleito emendou, após a sua própria indagação, ao afirmar que seria "cartão vermelho, pois não teria nem mesmo amarelo", em alusão a qualquer possibilidade existente de que Fini seja nomeada como futura ministra da Educação no Governo do presidente eleito.

Uma das medidas que o futuro presidente da República pretende tomar, a partir do próximo ano, ao dar início ao mandato presidencial, trata-se de possuir todo um conhecimento prévio relacionado aos tipo de questões que serão aplicadas no próximo Exame Nacional do Ensino Médio. Ao criticar o Enem, Jair Bolsonaro se referia a uma das questões aplicadas pelo exame e que acabou ocasionando uma certa polêmica.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Jair Bolsonaro Governo

Trata-se de uma questão específica que faz abordagem relacionada a um dialeto da comunidade LGBT.

Bolsonaro fez uma análise do caso, em se tratando de suas críticas ao Enem, ao afirmar que "essa prova do Enem, iriam falar que estaria implicando, pois, agora pelo amor de Deus. Esse tema da linguagem considerada 'particulada', aquelas pessoas e o que isso teria a ver?", questionou o futuro mandatário brasileiro.

Jair Bolsonaro concluiu que questões desse tipo acabariam por estimular estudantes a se interessar por esse assunto agora e que com toda certeza, não haverá questões aplicadas dessa forma no próximo exame a ser realizado em 2019.

Porém, nesta segunda-feira, o presidente eleito voltou a fazer críticas ao que ele denomina como "aparelhamento inerente ao Ministério da Educação", ao qual Bolsonaro considera como "um dos mais importantes".

Bolsonaro fez ainda uma acusação ao afirmar que "haveria um marxismo lá dentro da pasta (Ministério da Educação), responsável por travar o Brasil". Ao criticar diretamente o Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente eleito disse que "nos 13 anos do PT, o gasto relacionado à educação foi dobrado e a educação foi lá para baixo". Vale ressaltar que no último dia 14, a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, participou de reunião em Brasília com a equipe de Bolsonaro.

Ela é considerada uma das cotadas para assumir o comando do Ministério da Educação.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo