O general Eduardo Villas Bôas, comandante-geral do Exército, fez uma reunião para que fossem passadas informações sobre a área de Segurança Pública que possam ajudar na transição de Governo. No encontro, além do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, estavam também o general Fernando Azevedo e Silva, indicado para comandar o Ministério da Defesa, e mais equipes do novo governo.

A reunião foi postada pelo general em seu Twitter:

O ex-magistrado, que conduziu a Operação Lava Jato, já estipulou várias diretrizes que pretende seguir como metas.

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Antes do encontro com o chefe do Exército, Moro anunciou a criação da Secretaria de Operações Policiais Integradas. Essa seria uma forma de facilitar uma comunicação entre os policiais e setores do governo federal e dos estados. Rosalvo Ferreira Franco, delegado da Polícia Federal que participou, no Paraná, do auge das investigações da Lava Jato, foi convidado por Moro para assumir o cargo.

O futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública afirmou que essa Secretaria poderá coordenar operações policiais em todo o Brasil, assim, cria-se a oportunidade de evitar atividades criminosas que transcendem as fronteiras.

Críticas

Moro criticou, na segunda-feira (26), a tentativa de aprovar na Câmara dos Deputados um projeto de lei que altera a execução penal. Esse projeto foi assinado por Renan Calheiros e um grupo de parlamentares alvos da Lava Jato.

Moro criticou a postura desse grupo e disse que confia na Câmara dos Deputados. Segundo o ex-magistrado, o certo seria esse assunto surgir apenas depois da entrada do novo governo, quando haverá mudanças nos membros do Congresso Nacional.

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De acordo com as informações, Rodrigo Maia estaria sendo pressionado a colocar isso em votação para ter apoio e conseguir se manter como presidente da Casa. O PP, um dos que possui vários investigados na Lava Jato, já teria passado essa informação a Maia. Entretanto, o presidente da Câmara nega tal fato e disse que consultará outras pessoas antes de se decidir sobre isso.

Moro quer unir PF e Depen

Moro pretende conectar a área de inteligência do Departamento Penitenciário Federal (Depen) com a Polícia Federal (PF).

Essa seria uma proposta de combater o crime organizado dentro dos presídios.

Uma outra medida, que foi considerado polêmica pelos advogados e que Moro quer adotar, é ampliar o monitoramento dos presos envolvidos em organização criminosa.

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