Nesta terça-feira (06), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, decidiu que levará à Segunda Turma do tribunal um novo pedido de liberdade feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vale ressaltar que, recentemente, a composição da Segunda Turma foi alterada e a ministra Cármen Lúcia, considerada resistente aos pedidos da defesa de Lula, entrou no lugar do ministro Dias Toffoli, que está no comando da Presidência do Supremo.

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Os advogados do petista apontaram que o juiz federal Sergio Moro foi parcial em suas decisões já que, de acordo com eles, conduziu as investigações já pensando em um interesse próprio de ser ministro no Governo de Jair Bolsonaro. Várias vezes a defesa do ex-presidente citou essa parcialidade do juiz, e todas os recursos foram rejeitados, no entanto, agora ela quer se apoiar no convite que Moro aceitou para chefiar os Ministérios da Justiça e da Segurança Pública.

No entendimento dos advogados de Lula, Moro teria mostrado interesses "exoprocessuais" ao condenar o seu cliente. Em decorrência disso, eles pedem ao STF que as decisões de Moro sejam suspensas.

Cármen Lúcia sempre se mostrou resistente aos requerimentos de Lula contra a Justiça. Ela chegou a ser criticada por petistas que, segundo eles, estaria sendo uma das responsáveis em fazer com que Lua fique preso. A ministra, por exemplo, não se curvou diante das pressões dos seus colegas de tribunal que, enquanto ela estava no comando da Casa, exigiam que ela pautasse no Supremo o tema sobre a prisão após a condenação em segunda instância.

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Informações

Edson Fachin pediu que diversos órgãos se manifestassem sobre o pedido da defesa de Lula. Ele quer saber o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba.

Segundo o ministro, após a Procuradoria-Geral da República (PGR) também se pronunciar sobre esse caso, ele levará para a Segunda Turma do STF o julgamento. Além de Fachin e Cármen Lúcia, fazem parte dessa turma os ministros: Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello.

O ministro Ricardo Lewandowski será o responsável em marcar o julgamento.

Prisão

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, após ser condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro na ação penal do triplex de Guarujá.

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