O procurador Deltan Dallagnol, um dos principais coordenadores da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, pronunciou-se por meio de seus perfis nas redes sociais a respeito da escolha do juiz federal Sergio Moro para comandar a pasta do Ministério da Justiça e da Segurança Pública no governo do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro. Dallagnol é o principal membro do Ministério Público Federal no Estado do Paraná que trabalha nas apurações da maior operação anticorrupção em toda a história contemporânea do país.

O procurador Deltan Dallagnol divulgou suas opiniões em relação à aceitação por parte do magistrado em fazer parte do futuro governo Bolsonaro. O coordenador-geral da força-tarefa da Lava Jato se referiu sobre a escolha de Moro em seu perfil de rede social no Facebook.

Nomeação do juiz titular da Lava Jato

De acordo com um texto veiculado em suas redes sociais, o procurador Deltan Dallagnol afirmou que o juiz SErgio Moro aceitou ser ministro de governo "por um bem maior; a consolidação dos avanços da Operação Lava Jato e os avanços contra o crime organizado no país".

O procurador Deltan Dallagnol descreveu ainda em seu texto postado em sua página do Facebook, que o pacote com as dez medidas de combate à corrupção estavam com o magistrado paranaense que se dirigia até a residência do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Ao se referir às críticas feitas a Moro por aceitar o cargo de ministro, Deltan disse que "são ridículas as associações da nomeação do magistrado para com sua conduta nas ações penais conduzidas, a partir da Vara Federal de Curitiba".

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Lava Jato Sergio Moro

Ainda segundo Deltan Dallagnol, a possibilidade de Moro estar à frente da pasta do Ministério da Justiça e da Segurança Pública favorece a um fortalecimento da democracia no Brasil. Entretanto, o coordenador-geral da Lava Jato escreveu que as equipes que compõem a força-tarefa da operação supra-citada, de acordo com sua avaliação pessoal, podem ter visões diferentes acerca desse tema, porém, a decisão tomada por SErgio Moro é bastante positiva para a causa anticorrupção e também para o país.

Ao se referir ao sistema judiciário brasileiro, o procurador da República e membro do ministério Público observa que existiria um ambiente de leis favoráveis à corrupção e que, todavia, seria o mesmo ambiente anteriormente à Operação Lava Jato, como por exemplo: a prescrição, a lentidão, as nulidades e penas aplicadas que são consideradas lenientes, o que acaba favorecendo à impunidade no Brasil.

O procurador da Lava Jato faz ainda um alerta, ao apontar que "a mensagem do sistema de justiça criminal é de que a corrupção compensaria e inúmeros casos do passado estão provando isso".

Ao final, o procurador deixa uma mensagem positiva de que a Lava Jato se tornou um "ponto fora da curva" da corrupção, mas que ainda há muito o que avançar, como a transparência, a recuperação de valores e também melhorias no sistema político e eleitoral e segundo Dallagnol, "o ministro da Justiça possui uma posição privilegiada para a articulação dessas mudanças".

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