O coordenador da força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato e Procurador da República, Deltan Dallagnol, juntamente com outros procuradores, utilizam as redes sociais para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a votação do indulto natalino. O objetivo da pressão é para que a Corte mantenha o veto ao indulto natalino, que abrange regras mais brandas na concessão de benefício a presos em todo o Brasil.

No ano passado, Temer editou o decreto.

Nesta quarta-feira, 28 de novembro, o Supremo irá julgar uma ação da Procuradoria Geral da República que questionou pontos do indulto. A Procuradoria aponta que Michel Temer tornou mais brandas as exigências para que condenados por crimes de corrupção fossem postos em liberdade.

Através do Twitter, Dallagnol expôs que o indulto significa a "ruína da Lava Jato".

O procurador mostra indignação e preocupação com o caso. Ele também cita que isso poderá inviabilizar novas delações premiadas no âmbito das investigações. Para exemplificar, Dallagnol citou que se Marcelo Odebrecht e outros delatores soubessem que ganhariam esse "presente de Natal", os mesmos não teriam acertado acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF).

Veja na íntegra a postagem do procurador:

Posicionamento de procuradores

Thaméa Danelon, procuradora e também coordenadora da Lava Jato no MPF, disse que a questão do indulto é um "insulto" e o Supremo deveria declarar inconstitucional o decreto de Michel Temer.

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Lava Jato Governo

Danelon afirmou que o retrocesso a corrupção não pode ocorrer.

A partir das 14h, momento em que se iniciará o julgamento do Supremo, está previsto um "tuitaço" com a hashtag #indultonão.

Roberson Pozzobon, também procurador, avaliou que a decisão do Supremo Tribunal poderá passar uma mensagem de corrupção a sociedade. "Basicamente a mensagem que se pode passar é se levamos ou não o combate a corrupção a sério em nosso país", disse através do Twitter.

Os ministros Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia decidiram por vetar o indulto até julgamento do Supremo. No entanto, logo depois, Barroso emitiu uma nova decisão, fazendo com que as regras para a concessão do indulto fossem mais rígidas até que a Corte pudesse julgar o caso.

O decreto do indulto é postado durante o período de Natal pela Presidência da República. Entre os benefícios, estão a concessão de benefícios como a redução ou perdão da pena visando condenados que se enquadram com as regras.

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