A defesa do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão, tentará mais uma vez colocá-lo em liberdade e quer usar como carta na manga o fato de o juiz Sergio Moro ter aceitado assumir o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.

O novo pedido feito no Supremo Tribunal Federal (STF) tem como argumento que a ida do juiz no novo governo caracteriza-se como parcialidade. Eles pedem também que sejam anulados todos os atos processuais que resultaram na condenação no caso do tríplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.

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Os advogados de Lula ainda pedem que sejam suspensas outras ações penais contra ex-presidente que estavam sob a responsabilidade do agora futuro ministro, dentre elas, a que envolve a reforma de um sítio em Atibaia (SP). Seus defensores ainda consideram que Lula está sendo vítima “de verdadeira caçada judicial entabulada por um agente togado”.

A defesa listou 33 atos de Moro que demonstraram, em sua visão, a parcialidade do magistrado no julgamento do ex-presidente Lula, dentre eles a retirada do sigilo de parte da delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, feito poucos dias antes da votação do primeiro turno das eleições de outubro passado.

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O texto ainda cita um encontro que Moro teve com Paulo Guedes, futuro Ministro da Fazenda, antes da vitória do candidato do PSL. O Ministro Edson Fachin será o responsável por analisar os argumentos da defesa e decidir se eles justificam um pedido de soltura do condenado.

O ex-presidente Lula está preso desde o dia 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por conta dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Condenado em segunda instância, ele foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e não pôde concorrer no último pleito presidencial.

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Sergio Moro Lula

Moro de férias

Dias depois de aceitar o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o superministério da Justiça e Segurança Pública, o juiz Moro entrou nesta segunda-feira (7) em um período de 17 dias de férias e logo depois fará o pedido de exoneração.

Enquanto um novo titular não é escolhido, a juíza substituta Gabriela Hardt ficará à frente dos processos da Lava Jato. Essa escolha será de responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Nesta segunda-feira, a juíza ouviu dois réus no processo do sítio de Atibaia.

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