O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso pela Lava Jato, prestou depoimento na última semana para a juíza Gabriela Hardt, na 13° Vara Federal de Curitiba, Paraná. Hardt está substituindo o juiz federal Sergio Moro após o magistrado aceitar o convite da Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça.

Segundo informações do Paraná Portal, na noite desta última segunda-feira (19) a defesa do petista protocolou uma petição em que questiona a Justiça Federal do Paraná e o Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4) sobre quem seria o juiz natural das investigações da Operação Lava Jato após a exoneração de Moro.

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Com isso, a defesa afirma que Gabriela Hardt não teria jurisdição para assumir o processo sobre o sítio em Atibaia. Os advogados de defesa ainda citaram que Gabriela estaria apenas designada aos processos da 13° Vara, com exceção dos quais se remetem as investigações da Lava Jato. Em um trecho da contestação, a defesa afirma: "A d. Juíza Substituta desta Vara Federal, com exceção do limitado período de 05 a 18 de novembro, não detém jurisdição para atuar nos processos relativos à chamada ‘Operação Lava Jato’ e, consequentemente, para atuar na presente ação penal".

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Depoimento conturbado

No último dia 14 de novembro, a juíza Gabriela Hardt assumiu o depoimento de Lula. O petista, condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa questionou a juíza se ele era o dono do sítio de Atibaia. Com isso, a juíza rebateu, dizendo que não era ele quem iria fazer perguntas.

Lula também mostrou não entender o motivo de sua acusação, abrindo espaço para atritos entre a juíza e a defesa do petista.

Em outro momento, o petista afirmou: "Eu, quando vi o Power Point, eu falei pro PT, se fosse presidente do PT, pediria pra que todos os filiados no PT no Brasil inteiro, prefeito, deputado, abrisse processo (sic) contra o Ministério Publico pra ele provar o Power Point".

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Lava Jato Lula

Lula é réu em ações penais. No processo envolvendo um tríplex, o petista foi condenado por Moro em 9 anos e seis meses de cadeia. Em seguida, os desembargadores do TRF-4 aumentaram a pena do petista para 12 anos e um mês de cadeia. Desde do dia 7 de abril Lula cumpre pena.

Agora, o ex-presidente luta para não ser condenado no processo sobre o sítio de Atibaia. O líder do PT enfatiza que é inocente de todas as acusações e que está sendo vítima em um perseguição política contra ele e seu partido.

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