O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, expressou-se através de suas redes sociais a respeito de riscos inerentes à operação anticorrupção implementada em Curitiba. Vale ressaltar que a força-tarefa de investigação é conduzida atualmente em primeira instância pela juíza federal Gabriela Hardt, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. A magistrada federal substituiu o ex-juiz federal Sergio Moro.

O ex-magistrado foi exonerado na última segunda-feira (19), após ter tomado a decisão em aceitar um convite do presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, para que assumisse o comando do Ministério da Justiça e da Segurança Pública no próximo governo.

A juíza Gabriela Hardt, recentemente, ouviu em depoimento o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-mandatário já cumpre pena de doze anos de prisão em regime fechado, em relação à prática de crimes de Corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no inquérito que envolveu a aquisição de um imóvel de luxo na cidade de Guarujá, litoral de São Paulo, segundo as investigações da Lava Jato.

Nova batalha a ser enfrentada pela Operação Lava Jato

Membro do Ministério Público Federal, Dallagnol escreveu em seu perfil oficial no Twitter que a Operação Lava Jato está apta a se deparar com uma nova batalha, considerada por ele, como de "vida ou morte".

Deltan Dallagnol se referia à uma suposta decisão que possa vir a ser tomada pela mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro, o Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se da possibilidade de que crimes relacionados à corrupção e lavagem de dinheiro possam tramitar na Justiça Eleitoral.

Dallagnol alertou que se isso vier a ocorrer, em se tratando de esquemas de propinas relacionados às campanhas eleitorais, "toda a Operação Lava Jato poderá ser anulada e a sangria estará estancada", segundo o procurador da República.

Ainda, de acordo com o que Deltan se expressou em sua rede social, propinas eram destinadas aos bolsos de corruptos e também para as campanhas eleitorais.

O coordenador da Operação Lava Jato escreveu ainda que na maioria dos casos relacionados às práticas de corrupção e distribuição de propinas, não se constatavam simplesmente práticas de caixa dois porque havia venda da função pública. Além disso, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) pode vir a decidir que o juiz Sergio Moro e a força-tarefa da operação anticorrupção não deveriam ter investigado e nem processado os crimes cometidos, por serem exclusivos da Justiça Eleitoral.

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