Deputada federal mais votada nas eleições deste ano, Joice Hasselmann (PSL-SP) elogiou nesta quarta-feira (14) em suas redes sociais a saída do Brasil dos médicos cubanos que fazem parte do programa Mais Médicos.

Em uma publicação no Twitter, Hasselmann disse ainda que o dinheiro dos cidadãos brasileiros não irá mais financiar "a ditadura".

A deputada mencionou o novo presidente eleito Jair Bolsonaro, também do PSL, e se valeu da ocasião para pedir a ele a criação do programa “Mais Médicos Brasileiros”. Joice, que é jornalista de profissão, está casada desde 2016 com Daniel França, um famoso neurocirurgião.

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Deputada Federal inimiga do PT

Joice Hasselmann ganhou notoriedade em todo o país quando trabalhou na revista Veja e fazia críticas bastante agressivas ao PT (Partido dos Trabalhadores), o qual ocupava o poder na ocasião.

A parlamentar no seu Facebook, compartilhou uma foto com um post de Bolsonaro, onde reafirmou que o dinheiro do Brasil não financiará mais os ditadores, uma vez que o governo de Cuba não quis aceitar a exigência da aprovação no exame REVALIDA (aplicado às pessoas com formação acadêmica do exterior) e nem o pagamento dos salários diretamente aos médicos cubanos.

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Essa não é a primeira vez que a deputada federal criticou duramente os médicos oriundos de Cuba. Tanto é assim que durante a sua campanha eleitoral Halssemann sugeriu que fosse idealizado um programa, que de fato, valorizasse os médicos do Brasil, conforme reproduzido no vídeo abaixo.

Entenda o que é o programa Mais Médicos

Foi no ano de 2013, quando Dilma Rousseff (PT) era presidente da República, que o programa Mais Médicos foi criado, tendo como objetivo a contratação de médicos que iriam trabalhar em postos de saúde de cidades brasileiras e regiões que careciam desses profissionais.

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Jair Bolsonaro

O programou vislumbrou também o crescimento da quantidade de vagas dos cursos de graduação, especialização e residência médica, bem como, melhorias no que diz respeito a infraestrutura da saúde, de acordo com o que foi divulgado pelo Ministério da Saúde naquela época.

O Mais Médicos não é formado somente por cubanos

Ao contrário do que muitos pensam, o programa Mais Médicos não é formado unicamente por profissionais de Cuba, mas a prioridade é para aqueles que possuem o registro no país, o que inclui médicos brasileiros formados no Brasil e pessoas de outras nacionalidades ou brasileiros com formação acadêmica conseguida no exterior, desde que os seus diplomas tivessem sido revalidados pelo Governo Federal.

A escolha é feita, então, pelos médicos formados no Brasil, depois para os brasileiros formados no exterior, sem o diploma revalidado, e mesmo assim se ainda tiver vagas, opta-se pelos médicos estrangeiros que se formaram fora do Brasil e que não tenha o diploma revalidado pelas autoridades brasileiras. Só depois da aplicação de todos esses critérios é que são convocados os médicos cubanos.

O programa que contou com 18.240 profissionais distribuídos por todo o Brasil, teve a participação de aproximadamente de 8.500 médicos de Cuba, quase 47% da totalidade dos médicos.

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Vale frisar de que atualmente 300 médicos cubanos atendem as aldeias indígenas.

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