O Exército decidiu blindar 15 generais de participarem de uma reunião com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, que aconteceu nesta terça-feira (06). A intenção do comando é evitar que critérios políticos acabem tomando a frente da reunião, já que Bolsonaro terá a chance de nomear um comandante para dirigir as Forças Armadas.

O novo comandante será escolhido pelo presidente eleito, logo no início do mandato, a partir de uma lista de nomes a ser enviada pelo Ministério da Defesa.

O foco dessa reunião de Bolsonaro com o Alto Comando foi sobre assuntos de interesse da instituição e não seria legal esses generais participarem de algo em que eles estarão eventualmente envolvidos.

Outro detalhe levado em questão é que o Alto Comando do Exército tem se preocupado em se manter independente de qualquer interferência política. A escolha de um novo comandante deve ser feita com base na Constituição e, por isso, foi decidido que generais não ficassem expostos diretamente a conversas com o capitão.

A maioria dos militares torce e acredita no Governo do capitão, entretanto, querem evitar interferências políticas nas Forças. Dessa forma, eles acharam melhor evitar que Bolsonaro tivesse a chance de conversar com um futuro comandante da tropa.

Reunião com os comandantes

General Villas Bôas conversou com o presidente eleito para tratar de recursos que visam projetos estratégicos das Forças Armadas.

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Jair Bolsonaro Governo

A reunião foi restrita e participou apenas a cúpula do Exército e os generais que Bolsonaro levou consigo.

Mourão afirmou em uma entrevista à Folha, que as visitas não passaram apenas de cortesias.

Deixar o cargo

Villas Bôas, que entrou no comando do Exército indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff e foi mantido no governo Michel Temer, deve sair do cargo a partir de janeiro.

Vale ressaltar que, do quadro de generais que podem assumir o comando das Forças, o mais antigo é Edson Leal Pujol, que, por essa razão, pode ter a preferência do novo presidente.

Nesta quarta-feira (07), houve uma comemoração pelo aniversário de Villas Bôas. Ele completou 67 anos e teve a presença de aproximadamente 100 pessoas em sua festa.

Bolsonaro foi um dos convidados e reiterou que, no seu governo, os oficiais terão destaque junto a ele. O presidente participa de várias reuniões e busca meios de ir acertando os ministros que farão parte do seu governo. O general Augusto Heleno, por exemplo, é cogitado para fazer parte do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

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